Transporte fluvial do Rio Paraopeba (MG) a montante do Reservatório de Retiro Baixo: após o rompimento da Barragem de rejeitos B11

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.1.p771-787

Palavras-chave:

Balanço hídrico, sólidos totais suspensos, curva de diluição, fluxo instantâneo diário

Resumo

A bacia hidrográfica do Rio Paraopeba localiza-se na região central do estado de Minas Gerais. O Reservatório de Retiro Baixo foi construído no baixo curso a aproximadamente 300 km da Barragem B1, onde os rejeitos da Mina Córrego do Feijão verteram após o rompimento de 25 de janeiro de 2019. Este trabalho avaliou o transporte fluvial em t/ano pelo método estocástico, para nutrientes e principalmente os metais Mn, Cu e Fe entre fevereiro de 2019 a agosto de 2022, tendo sido realizadas dez amostragens na ponte da Rodovia MG 420 antes do reservatório. Para turbidez, oxigênio dissolvido, manganês, cobre, ferro e fósforo total algumas amostras apresentam desconformidade com a legislação vigente. Estas características também influenciam no transporte fluvial de nutrientes 29,18x103 t de Na+, 8,97x103 t de K+, 7,88x103 t de SO42-, 9,67x103 t de NO3-, 1,50x103 t de PO43- e 0,49x103 t de P e metais, 77,44 t de Mn, 0,23 x103 t de Cu e de 1,37 x103 t de Fe que são anualmente carreados e transportados ao reservatório pelo Rio Paraopeba. A bacia apresenta um complexo quadro geológico e pedológico, uso da terra diversificado com grande urbanização, atividades industriais, agrícolas, pastagens efluentes, dentre outros que, juntamente com a rompimento da barragem B1 e altos índices pluviométricos que favorecem o aumento das vazões e deflúvios entre os meses de outubro e março, vem contribuindo para o transporte fluvial e a qualidade de suas águas.

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Biografia do Autor

Diego de Souza Sardinha, Universidade Federal de Alfenas (Unifal) / Instituto de Ciência e Tecnolofia (ICT) - Campus de Poços de Caldas (MG)

Engenheiro Ambiental, Mestre e Doutor em Geologia Regional. Atualmente é Professor Associado da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), lotado no Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) de Poços de Caldas (MG) onde desenvolve pesquisa com ênfase em processos geoquímicos superficiais, atuando principalmente em hidrogeoquímica de bacias hidrográficas (interação água-rocha-solo). Trabalha em estudos de intemperismo e evolução do relevo, aportes atmosféricos e contribuições geogênicas / antropogênicas, principalmente os relacionados a bacias de drenagem como unidade de estudo.

Gunther Brucha, Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL)

Professor Associado da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL), lotado no Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT), Laboratório Microbiologia Ambiental do Campus de Poços de Caldas (MG). E-mail: gunther.brucha@unifal-mg.edu.br

Paulo Henrique Bretanha Junker Menezes, Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL)

Professor Adjunto da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL) lotado no Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT), Campus Poços de Caldas (MG). E-mail: paulo.menezes@unifal-mg.edu.br

Jéssica Teixeira Silveira, Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL)

Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais (PPGCA-UNIFAL). E-mail: jessica.teixeira@sou.unifal-mg.edu.br

Deivid Arimatea Saldanha de Melo, Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL)

Técnico do Instituto de Ciências da Natureza da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL - ICN). E-mail: deivid.saldanha@unifal-mg.edu.br

Letícia Hirata Godoy, Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL)

Grupo de pesquisa de Análise Integrada do Meio Físico. E-mail: leticiahirata@gmail.com

Fernando Verassani Laureano, Vale S/A. Diretoria de Reparação

Vale S/A. Diretoria de Reparação, Nova Lima (MG), Brasil. E-mail: fernando.laureano@vale.com

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Publicado

2025-01-01

Como Citar

Sardinha, D. de S., Brucha, G., Bretanha Junker Menezes, P. H., Teixeira Silveira, J., Saldanha de Melo, D. A., Hirata Godoy, L., & Verassani Laureano, F. (2025). Transporte fluvial do Rio Paraopeba (MG) a montante do Reservatório de Retiro Baixo: após o rompimento da Barragem de rejeitos B11 . Revista Brasileira De Geografia Física, 18(1), 771–787. https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.1.p771-787

Edição

Seção

Hidrogeografia e Recursos Hídricos

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