A luta trágica contra o destino: análise genealógica da cultura do empreendedorismo e da desigualdade social
DOI:
https://doi.org/10.51359/2179-7501.2024.252807Palavras-chave:
Empreendedor, virtude, destino, desigualdadeResumo
Nas últimas duas décadas, começou a difundir-se uma ideologia pró-empresarial que enfatiza o desenvolvimento de capacidades e o esforço pessoal para estabelecer negócios ou empresas próprias; isso como uma saída diante da degradação das condições de trabalho e do recuo salarial em um amplo espectro de trabalhadores. Esta ideologia, conhecida como "empreendedorismo" ou "empreendimento", reconhece que o salário já não é suficiente para manter um estilo de vida individual ou familiar digno. Por isso, promove a ruptura com a condição de empregado, desenvolvendo habilidades mínimas de administração, utilizando a criatividade e, acima de tudo, assumindo o trabalho com entusiasmo e muita vontade, com o objetivo de criar "seu próprio negócio" além de beneficiar a sociedade. No entanto, economistas como Stiglitz (2015), Piketty (2015), Esquivel (2016), entre outros, chamaram a atenção para o fato de que para superar as condições econômicas desfavoráveis, geradas pela desigualdade própria do capitalismo do século XXI, é necessário mais do que entusiasmo e vontade. Neste artigo, analisa-se a ideologia do empreendedorismo sob uma ótica genealógica, bem como da antropologia filosófica, mostrando a continuidade desta com todo o discurso do burguês como um herói e do empresário como o self-made-man.
Referências
Adorno, T., & Horkheimer, M. (2005). Dialéctica de la Ilustración. Fragmentos filosóficos. Trotta.
Chartier, R. (2003). Espacio público, crítica y desacralización en el siglo XVIII: Los orígenes culturales de la Revolución Francesa. Gedisa.
Esquivel, G. (2016). Desigualdad extrema en México. Concentración del poder económico y político. OXFAM México.
García de Cortázar, J. A. (2012). Historia religiosa del occidente medieval (años 313-1464). Akal Ediciones.
Hirschman, A. (1978). Las pasiones y los intereses. Fondo de Cultura Económica.
Kramer, S. N. (2009). La historia empieza en Sumer. Alianza Editorial Sa.
Le Goff, J. (2012). La Edad Media y el dinero. Ensayo de antropología histórica. Akal.
O’Ferrall, F. (2001). Civic-Republican Citizenship and Voluntary Action. The Republic: Issue 2 – The Common Good, 2. http://www.theirelandinstitute.com/wp/civic-republican-citizenship-and-voluntary-action/
Ovejero, F. (2002). La libertad inhóspita. Modelos humanos y democracia liberal. Paidós.
Piketty, T. (2015). La economía de las desigualdades: Cómo implementar una redistribución justa y eficaz de la riqueza. Anagrama.
Staff, F. (2016, enero 14). Inversión de impacto, la verdadera filantropía inteligente • Forbes México. Forbes México. https://www.forbes.com.mx/inversion-de-impacto-la-verdadera-filantropia-inteligente/
Stiglitz, J. E. (2015). La Gran brecha: Qué hacer con las sociedades desiguales. Taurus.
Weber, M. (2005). La ética protestante y el espíritu del capitalismo. Fondo de Cultura Económica.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Revista de Estudos AntiUtilitaristas e PosColoniais

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com o intuito de manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores;
As opiniões emitidas pelos autores são de sua exclusiva responsabilidade
Os direitos autores para artigos publicadoss nesta são dos autores, com direitos de primeira publicação para a REALIS. Todos o contéudo da revista, com exceção de caos especificamente declarados, é licenciado sob licença Creative Commons CC Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional. Devido à política de acesso aberto da Revista, todos os artigos são gratuitos e livres para uso, com atribuição apropriada, para fins educacionais e não-comerciais.