A trajetória de um vírus em tempos pós coloniais

Autori

DOI:

https://doi.org/10.51359/2179-7501.2020.247454

Parole chiave:

trajetória, vírus, periferia, pós colonial

Abstract

Um dos fenômenos principais da nossa época tem sido a preocupação com o surgimento e o crescente número de óbitos em todo o mundo pelo Covid-19. Aqui no Brasil, argumenta-se que a proliferação do vírus tenha sido causada pela classe da periferia contaminando o restante da sociedade civil. Neste artigo, ao relacionar a teoria pós-colonial e a crítica feita à classe oprimida, parte-se da suposição de que culpar as pessoas menos favorecidas está ligado à manutenção do espaço de dominação das elites enraizado no discurso colonial. O objetivo deste artigo é mostrar que a entrada e a proliferação do vírus no Brasill se deu graças à elite com seu alto poder aquisitivo de arcar com despesas de viagens internacionais.

Biografia autore

Mônica de Lourdes Neves Santana, Universidade Estadual da Paraíba. Professora doutora associada

Professora Doutora Associada com Mestrado na USP em Literatura inglesa e Norte Americana. Doutorado em Psicolinguística.

Leciona na graduação do curso de Relações Internacionais.

Riferimenti bibliografici

“A racionalidade moderna é, ao mesmo tempo, defensiva e excludente”.

( Mignolo, 2010,p. 13)

“Onde há poder, ele exerce.”

( Foucault, 1984,p. 75)

[O discurso colonial] busca legitimação para suas estratégias através da produção de conhecimentos do colonizador e do colonizado que são estereotipados, mas avaliados antiteticamente ... , o discurso colonial produz o colonizado como uma realidade social que é ao mesmo tempo um “outro” e ainda assim inteiramente apreensível e visível (Bhabha, 2007, p.111).

“a animalidade do negro, a inescrutabilidade do cule ou a estupidez do irlandês”. ( Bhabja, 1998,p. 120)

Pubblicato

2021-01-06