Geopolítica da pandemia, escalas da crise e cenários em disputa
DOI:
https://doi.org/10.51359/2179-7501.2020.248023Palavras-chave:
pandemia da COVID-19, crise ambiental, representações geopolíticas, caos global, cenários pós-pandemiaResumo
Quando o novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença Covid-19, foi descoberto na cidade chinesa de Wuhan em dezembro de 2019, a reação da grande maioria dos países foi minimizá-lo. Enquanto isso, em várias partes do mundo, proliferavam episódios de sinofobia. Além do racismo e da xenofobia, fortalecidos por um crescente autoritarismo social e político, o “não é com a gente se não nos afeta” não só reflete uma posição antissolidária e pouco empática por parte dos Estados, como também ilustra como se desdenhou uma perspectiva preventiva, por mais que, nas últimas três décadas, os especialistas em saúde pública tenham identificado uma série de infecções e doenças respiratórias emergentes que poderiam ter implicações desastrosas (Ramonet, 2020). De fato, desde a virada do século, organizações multilaterais e internacionais, empresários, relatórios de inteligência e redes científicas insistentemente alertaram Estados e líderes políticos sobre a necessidade urgente de nos prepararmos para mitigar os efeitos de uma possível pandemia (Fidler, 2020).
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