Características socioeconômicas e de consumo de psicofármacos por população rural no agreste de Pernambuco
Palavras-chave:
“Ansiolíticos”, “Antidepressivos”, “Atenção primária à saúde”, “População rural”, “Saúde mental”Resumo
Objetivo: O presente trabalho tem por objetivo descrever o perfil socioeconômico e o padrão de consumo de antidepressivos e benzodiazepínicos por parte de uma população rural no agreste pernambucano. Método: Pesquisa transversal de natureza quantitativa e descritiva. A coleta dos dados foi realizada por meio de entrevista com os participantes e análise dos prontuários. Os dados foram digitados no programa Excel® 2016, analisados e apresentados por meio das frequências absoluta (n) e relativa (%). Resultados: O consumo de psicofármacos foi maior entre usuárias do sexo feminino (83%), casadas (60%), com 60 anos ou mais (53%), não alfabetizadas (53%) e com renda individual igual ou inferior a 1 salário mínimo (93%). Os psicofármacos mais consumidos foram o benzodiazepínico clonazepam (57%) e o antidepressivo clordiazepóxido com cloridrato de amitriptilina (20%). A maioria dos usuários consumia a medicação há cinco anos ou mais (60%), adquiria em farmácia particular (63%) e não sabia relatar o diagnóstico da doença (73%). Conclusão: O estudo indica a necessidade de controle da prescrição dos psicofármacos, melhoria do acesso ao tratamento e aos medicamentos, utilização de protocolos clínicos no âmbito da saúde mental, maior integração com a equipe multiprofissional e com a rede intersetorial, bem como a adoção de práticas alternativas e/ou complementares ao uso de psicofármacos.
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