Nível de esperança de vida em receptores de transplante renal: estudo transversal
Mots-clés :
esperança, transplante de rim, transplantados, doença crônica, insuficiência renal crônicaRésumé
Introdução: O transplante renal é o tratamento de escolha em pacientes com doença renal crônica avançada. Apesar de proporcionar
melhores resultados de saúde, são escassos os estudos que avaliam se essa melhoria tem impacto na esperança de vida. Objetivo: Avaliar o nível de esperança de vida em receptores de transplante renal em acompanhamento ambulatorial. Método: Trata-se de um estudo observacional, transversal, realizado com pacientes transplantados renais portadores de enxerto funcional e em acompanhamento periódico no ambulatório de Nefrologia. Dados sociodemográficos, clínicos e comportamentais foram coletados dos participantes. Para avaliar a esperança, foi usada a Escala de Esperança de Herth, em que se utilizaram pontos de corte para “alta esperança” e “baixa esperança”, considerando de 12 a 30 como baixo nível de esperança de vida e de 30 a 48 como alto nível de esperança. Resultados: Foram coletados dados de 123 receptores de transplante renal. Mais da metade dos participantes (54,5%) eram homens (n=67), 61% tinham entre 40-60 anos (n=75), 48,8% tinham mais de 10 anos de transplante (n=60), 54,1% dos transplantes foram de doador vivo (n=66), em 83,7% dos casos, a terapia renal substitutiva anterior ao transplante foi a hemodiálise (n=103), e 75,6%
tinham alguma crença (n=93). A prevalência de alta esperança de vida foi de 78,9% e esteve associada à presença de crenças (p<0,001).
Aqueles com baixa esperança eram inativos (p<0,001) e tinham histórico de tabagismo (p=0,041). Conclusão: A esperança de vida foi
alta entre os receptores de transplante renal e foi associada à crença. Aqueles com menos esperança eram os inativos e os fumantes.
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