Querem matar os ‘últimos Charruas’: Sofrimento social e ‘luta’ dos indígenas que vivem nas cidades

Ceres Gomes Víctora, Antonio Leite Ruas-Neto

Resumo


Partindo da Antropologia do Corpo e da Saúde, este artigo debate o sofrimento social corporificado nas experiências de um grupo de indígenas que vive em Porto Alegre, Brasil. Tomamos dados de pesquisa etnográfica desenvolvida entre indígenas da etnia Charrua, que, em busca dos seus direitos constitucionais, têm se envolvido numa rede burocrática de políticas e instituições gover-namentais as quais, por um lado, deveriam amenizar as suas difi-culdades, por outro, significam um permanente foco de tensões causadoras de enorme sofrimento. Concluímos, através da análise do que chamamos de paradoxo da água como vida e morte, que o sofrimento social é um fenômeno amplo que implica numa sobre-posição de tempos e no colapso das esferas individual e coletiva e das dimensões pública e privada da vida.

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