Inimigos, Jaguares e Espíritos: os outros e suas transformações

Marcel Mano

Resumo


O artigo possui como mote as descrições históricas de sepultamentos indígenas em urnas cerâmicas e pretende, a partir de uma leitura antropológica das mesmas, associá-las ao universo das trocas negativas ou predatórias que os grupos humanos mantêm com o mundo exterior das alteridades. Com base numa aproximação etnológica com dados históricos e etnográficos, o artigo dialoga e problematiza dois pressupostos. O da hipótese de as urnas estarem relacionadas ao universo antropofágico-guerreiro descrita pelos cronistas entre os Tupinambá e Guarani; e o modelo de diferenciação Tupi e Jê centrado na dicotomia centrífugo x centrípeto. Para isso, apresenta o enterramento em urnas como código dentro de um grupo mais amplo de transformações que levam, em diferentes sociedades ameríndias, do interior ao exterior e vice-versa, e cujos processos de traduação são resultado tanto de um pensamento classificatório quanto de uma prática venatória

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