Além da Lua: a ficção científica como imaginação antropocêntrica ou holismo tecnológico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2525-5223.2022.244744

Palavras-chave:

Ficção científica, Quadros de experiência, Imaginação antropocêntrica, Holismo tecnológico.

Resumo

O artigo elabora uma análise fenomenológica das possibilidades de representação e projeção de futuros da humanidade e do planeta, nos filmes de ficção científica. A elaboração é motivada por percepções apreendidas da leitura de um texto de Paul Ricoeur (1969), datado pelo contexto das disputas hegemônicas por viagens espaciais à Lua, entre EUA e a antiga União Soviética. No texto, o autor elabora e antecipa elementos acerca das viagens interplanetárias, para apreender as lógicas recursivas pelas quais a civilização técnica se organiza e expande em torno da luta progressiva com a natureza, e os riscos gerados disso, agora projetados no cosmos. A expansão da produção técnica é aqui interpretada através de quadros de experiência humana condicionados por interações em contextos de densidade tecnológica. Já a análise dos filmes de ficção científica evidencia ora uma fonte de reflexões sobre o que determinada sociedade considera preocupante ou relevante, ora as possibilidades de representação real ou virtual do mundo, para criar imagens e paisagens que antecipam e situam problemáticas e riscos do futuro. Nas projeções dos filmes de ficção, essas preocupações e representações geram oscilações de uma imaginação antropocêntrica centrada na perpetuação humana com a crença em um holismo tecnológico.

Biografia do Autor

José Rogério Lopes, Universidade Federal do Rio Grande

Doutor em Ciências Sociais, Professor PPG Desenvolvimento Regional, UFT, Professor Visitante PPG Educação FURG.

Bolsista Pq-CNPq

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Publicado

2023-01-18

Edição

Seção

Artigos