Os Eré e ‘o Tal do Pirarucu’: equívocos epistemológicos e ontológicos a respeito de suas agências predatórias entre os Kujubim (Rondônia)

Gabriel Sanchez

Resumo


Os Kujubim e outros povos indígenas que habitam a Terra Indígena do Rio Guaporé em Rondônia sofreram as consequências de uma terrível enchente. Embora ela tenha causado impactos de diferentes ordens, ela trouxe consigo estranhas presenças, dizem os Kujubim, que jamais haviam sido vistas, percebidas ou sentidas ao longo de sua história no rio Guaporé. A estes seres, os Kujubim se referem como ‘o tal pirarucu’ e atribuem sua aparição aos eré, os não índios, que possuem o poder de criar animais em açudes a partir de uma distinção marcada na origem do mundo. Por ocuparem posições congruentes nos discursos e nas práticas Kujubim, os eré e o ‘tal do pirarucu’ acabam compartilhando um estatuto ambíguo e equivalente: ambos possuem uma agência predatória e avassaladora. Com isso, defendo a ideia de que os seres nunca são para os Kujubim, mas sempre estão algo ou alguém no sentido de um estado

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