A experiência dos itinerários de Marta Paredes, indígena E'´ñepá de Caruto
deslocamentos, territorialidades e reconfigurações identitárias entre as Amazônias venezuelana, brasileira e guianense
DOI:
https://doi.org/10.51359/2525-5223.2025.265587Palavras-chave:
Deslocamento Indígena Internacional, Territorialidade, Identidade, Indígenas E´ñepá, Experiência dos ItineráriosResumo
Este artigo investiga os deslocamentos forçados e a reconfiguração territorial e identitária do povo indígena E'ñepá da comunidade Caruto, analisando suas trajetórias entre Venezuela, Brasil e a República Cooperativa da Guiana. A pesquisa adota o método da experiência dos itinerários (Petiteau 2006), adaptado ao contexto da mobilidade indígena transfronteiriça e centrando-se nas práticas de caminhar, falar e escutar como formas de produção de conhecimento situado. Através do relato de Marta Paredes, mulher indígena E'ñepá, e dos dados produzidos na Oficina de Etnomapeamento, evidenciam-se as tensões vividas pelo grupo nos abrigos institucionais e as estratégias de resistência territorial e identitária desenvolvidas ao longo de seus percursos. Ao conjugar memória coletiva, experiência sensível e território, o artigo propõe compreender o deslocamento dos E'ñepá como uma tessitura contínua de resistência, que entrelaça passado, presente e futuro na busca por autonomia, dignidade e formas próprias de existir em contextos de mobilidade forçada.
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