Itinerários abortivos e terapeutas populares: Gênero, temporalidades e saberes localizados

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.51359/2525-5223.2022.253309

Palabras clave:

itinerários abortivos, terapeutas populares, gênero, saúde reprodutiva

Resumen

O artigo analisa os itinerários abortivos de mulheres residentes no Rio Grande do Norte e suas relações com os sistemas de saúde local. A dinâmica etnográfica também direcionou a pesquisa às terapeutas populares, (raizeiras e benzedeiras), que fazem parte desses itinerários e são conhecidas na localidade por ‘Amiguinhas’. Diferentes interlocutores/as apresentaram relatos sobre recursos tradicionais, caseiros e alopáticos, que fazem parte dos itinerários abortivos das mulheres que buscam, junto a essas terapeutas, recursos disponíveis para (re)organizarem seus processos reprodutivos. Embora as ‘Amiguinhas’ informem que não fabricam garrafadas para abortar, se observa certa permissividade no uso de chás, ervas e garrafadas, a partir do momento em que se respeite uma determinada temporalidade no atraso da menstruação. Há maior empatia por parte das Amiguinhas em detrimento dos homens raizeiros, relativa aos dramas abortivos das mulheres. Um drama de gênero, que se estabelece nessa disputa entre saberes e poderes localizados.

Biografía del autor/a

Rozeli Maria Porto, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Professora do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Fabiana Damasceno Galvão, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Cientista Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CSO/UFRN)

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Publicado

2023-01-18

Número

Sección

Artigos