A autorrepresentação fotográfica em favelas e o movimento de inclusão visual

Auteurs-es

  • Fabiene Gama UERJ (PPCIS/UERJ), UFRJ (PPGSA/IFCS/UFRJ).

Résumé

Projetos fotográficos voltados para a „inclusão social‟ vêm cres-cendo em vários pontos do Brasil, nos últimos anos. São oficinas e cursos que têm como objetivo aguçar o olhar de jovens e crian-ças de baixa renda, através da técnica fotográfica, estimulando representações endógenas em áreas que, até então, eram retratadas massivamente por membros oriundos de classes mais abastadas. Os chamados projetos de „inclusão visual‟ buscam a inserção social dos moradores de favelas e a transformação da imagem negativa destes espaços. É sobre a atuação desses grupos, que atualmente compõem a Rede de Inclusão Visual, que trata este artigo. Aqui, analiso as práticas discursivas dos grupos envolvidos no chamado Movimento de Inclusão Visual, através dos quatro primeiros Encontros sobre Inclusão Visual que aconteceram no Rio de Janeiro, entre 2004 e 2007.

Biographie de l'auteur-e

Fabiene Gama, UERJ (PPCIS/UERJ), UFRJ (PPGSA/IFCS/UFRJ).

Uma primeira versão deste texto foi apresentada na 26ª. Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 01 e 04 de junho, Porto Seguro, Bahia, Brasil. Algumas das reflexões que deram origem a este artigo também podem ser encontradas no capítulo Projetos sociais fotográficos e a democratização dos meios de comunicação da minha dissertação de mestrado, apresentada no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UERJ (PPCIS/UERJ). Ver Gama (2006b). Agradeço a Milton Guran a doação dos Anais dos Encontros, sem os quais seria impossível aprofundar esta discussão.
2 Doutoranda no Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ (PPGSA/IFCS/UFRJ). E-mail: fabienegama@gmail.com.

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