Terceira Margem do Hospital: Estratégia etnográfica e afetos minoritários
DOI:
https://doi.org/10.51359/2525-5223.2023.244609Palabras clave:
Etnografia, Etnografia em hospital, Antropologia da loucura, Alteridade, DevirResumen
As pessoas às quais se atribui loucura seriam diferentes demais para um estudo por meio da disciplina que se propõe a estudar a diferença social? A partir desse questionamento, exploro neste artigo a possibilidade de realizar uma pesquisa etnográfica com moradores de um hospital psiquiátrico. Inicialmente, abordo a relação da antropologia com a filosofia cartesiana e, então, apresento o que chamei de terceira margem do hospital psiquiátrico, posição de pesquisa que recusa tomar as categorias psiquiátricas a priori como categorias analíticas satisfatórias para os problemas de demarcação de alteridade. Nesse artigo, explicito minha tentativa de produzir uma visão descentrada dos saberes majoritários envolvidos no tratamento de pessoas institucionalizadas devido ao diagnóstico de transtornos mentais. Para dar consistência à estratégia metodológica, realizo uma descrição etnográfica de atividades realizadas por Aurora, moradora do hospital psiquiátrico, indicando agenciamentos subjetivos singulares propiciados por afetos minoritários.Citas
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