O vinho à sombra do vulcão

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2526-3781.2022.256864

Palavras-chave:

vinho, vitivinicultura, imaginários

Resumo

Giusy me contou dos vinhos do passado e do presente. Contou do vinho desde quando era feito pelo seu avô, a partir das videiras cultivadas nas terras pretas e férteis à sombra do vulcão. Vinho antes fermentado em palmento - coisa antiga - que agora também se faz em tanques de inox. Do vinho servido no jarro de metal àquele multiplicado em garrafas de vidro. Do vinho que se bebe à mesa ao que vem circulando ao redor do mundo.

Plantar e cultivar videiras, elaborar o vinho são atividades que envolvem técnicas do passado remoto, agora atualizadas. Bebida que se fazia predominantemente com as mãos, com os pés, com o movimento dos corpos. Mas nem tudo é mudança; depois de pronto, ainda é líquido a ser incorporado desde os sentidos. 

Cenários ajudam a perpetuar imaginários em torno do fazer e beber ritualizados, do trabalho de homens e mulheres, da vindima anual compartilhada, de um tempo distante rememorado.

Biografia do Autor

Carla Pires Vieira da Rocha, Universidade Federal de Santa Catarina

Jornalista, Fotógrafa, Doutora em Ciências Humanas, Pós-doutoranda no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina. Pesquisadora do Núcleo de Antropologia Audiovisual e Estudos da Imagem (NAVI/UFSC) e do Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental - (LABIMHA/UFSC).

O vinho à sombra do vulcão

Publicado

2022-12-21

Edição

Seção

Ensaios Fotográfico