Morros Vivos
DOI :
https://doi.org/10.51359/2526-3781.2019.241840Mots-clés :
Natureza, Cultura, Antropologia Visual, Pixaim, AlagoasRésumé
O presente ensaio faz uma abordagem sobre a relação de reciprocidade entre os seres humanos e não-humanos que coabitam os morros vivos do povoado Pixaim. Comunidade que localizada às margens do Rio São Francisco, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Piaçabuçu, no extremo litoral Sul do estado de Alagoas, no Nordeste do Brasil, possui dinâmicas cosmológicas onde as coisas não-humanas (areias, morros, ventos e rio) possuem características humanas como o falar, o andar, o nascer e o morrer, entre outras competências.
Com uma linguagem própria que valoriza a simetria entre Natureza e Cultura defendida pela Antropologia Ecológica, as imagens propõem um exercício, a partir das concepções do Cinema Transcultural elaboradas por David MacDougall, que envolve a ideia de uma produção visual que busca eliminar as fronteiras culturais entre os envolvidos: o EU (pesquisador) e os OUTROS (intelorcutores/espectadores) a partir de mediações de trocas de conhecimentos e informações entre os diversos agentes envolvidos no processo da pesquisa.
Desta forma, o ensaio etnográfico segue uma estética própria onde estão presentes imagens de seres humanos em justaposição com imagens dos não-humanos. Estabelecendo uma narrativa onde ambos os seres atuam como informantes sobre as dinâmicas de vida do lugar, em uma tentativa de eliminar a dicotomia de Sociedade e Natureza mostrando que humanos e os seres não-humanos compartilham memórias, experiências e conhecimentos ao coabitarem o Pixaim.
O ensaio ‘Morros Vivos’ é uma produção do grupo de pesquisa de Antropologia Visual em Alagoas (AVAL) e parte da dissertação de mestrado ‘Nos Morros Vivos de Pixaim – As dinâmicas dos conhecimentos no ambiente’, que foi defendida no primeiro semestre de 2018 no Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
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