Os movimentos artísticos independentes que podem transformar a sociedade brasileira

Autores

  • Marcos Souza Matias Universidade do Oeste paulista

DOI:

https://doi.org/10.51359/2526-3781.2020.244581

Palavras-chave:

cultura, arte, sociedade, juventude, transformação

Resumo

O presente trabalho aqui apresentado tem como objetivo apresentar as diversidades culturais existentes na sociedade muitas vezes não difusas. Muitas vezes os movimentos artísticos independentes transformam a sociedade de forma direta ou indireta. Os movimentos culturais independentes surgem na sociedade por ela mesma como uma consequência da falta de arte oferecida pelo estado, além de significar a expressão de uma população que tem a voz sufocada por maiores forças. As fotos que serão apresentadas a seguir teve o intuito de registrar momentos importantes para os grupos sociais em questão. A fotografia que significa ‘’escrita da luz’’ capta e repassa o tempo e o espaço paralisado por uma maquina tecnológica. Como fotógrafo documental e graduado em história, vi a trama política e social que estão incluídas nas diversas maneiras de se expressar artisticamente em grupo, especificamente por grupos marginalizados.

Os movimentos artísticos independentes são aqueles que ocorrem sem iniciativa do estado – tão menos há ligação entre o povo e governo para a realização das atividades. Batalhas de rimas, recitais de poesias, shows abertos e teatro de rua são exemplos desses movimentos. A ideia principal é fomentar a arte e oferecer entretenimento à população, seja porque não há oferta de arte à sociedade ou porque a arte oferecida a esta não é libertadora. A arte tem de libertar e não aprisionar, tem que se posicionar perante à politica e à realidade social existente nas cidades. Os diversos governos ao longo da história utilizaram a arte como ferramenta de libertação ou repressão, da Grécia à Alemanha Nazista, do Império Romano aos dias de hoje – uns libertaram para a vida, outros deram circo para reprimir e outros caçavam artistas. O motivo é simples e coeso, a arte pode politizar e os donos do poder sabem disso. Porém, a população também é detentora deste conhecimento. Oferecer arte e cultura para populações marginalizadas que antes não tinham acesso à educação de forma prazerosa agora passa a ter. Letras de músicas, poesias sobre a vida e sociedade, teatro criticando a realidade, tende a transformar a sociedade. O papel da fotografia se torna essencial: captar a transformação ao longo dos diferentes momentos para registrar e ter as provas de que os movimentos aglomeram pessoas, as deixam felizes e fazem elas pensar.

 

Biografia do Autor

Marcos Souza Matias, Universidade do Oeste paulista

Possui graduação em História pela Universidade do Oeste Paulista (2018), além de ser estudante de Geografia da UniCesumar. Atualmente é professor da Escola Estadual Capitão Virgílio Garcia. Como produtor audiovisual tem trabalhos relevantes nas áreas de memória, cultura, arte e geografia.

Publicado

2020-08-27

Edição

Seção

Ensaios Fotográfico