Uso de benzodiazepínicos e suas implicações: revisão integrativa

Thyago Costa Wanderley, Silvana Cristina Santos

Resumo


RESUMO

Objetivo: analisar a produção científica sobre o uso de benzodiazepínicos. Método: revisão integrativa, com vistas a responder a questão norteadora << Quais as generalizações que podemos fazer acerca dos estudos sobre uso de benzodiazepínicos? >>, com levantamento de dados nas bases LILACS e MEDLINE, no período de 2008 a 2012, utilizando os descritores: benzodiazepinas, psicofármacos e farmacoepidemiologia. Para a análise dos artigos buscou-se os núcleos de sentido que compõem o corpus de 51 artigos selecionados. Resultados: na população, a prevalência do uso de benzodiazepínicos em diferentes populações variou de 6,9% e 14% na população geral e, entre idosos, varia de 9,2% a 13,8%. Esses valores variam segundo o método de obtenção de dados, sendo em média de 12% para fonte primária (envolvendo de 27 a 749 indivíduos) e 9,1% para estudos com fonte secundária (de 1.192 a 30.000 participantes). Conclusão: os estudos descrevem a prevalência e perfil dos usuários de benzodiazepínicos, mas não exploram as práticas e motivações para sua utilização. Isto dificulta o estabelecimento de generalizações que possam servir ao planejamento de ações de prevenção e uso racional desses medicamentos. Descritores: Benzodiazepínicos; Psicofármacos; Farmacoepidemiologia.

ABSTRACT

Objective: analyzing the scientific literature about the use of benzodiazepines. Method: an integrative review, in order to answering the question << What are the generalizations that we can do about the studies on the use of benzodiazepines? >>, with data collection in the LILACS and MEDLINE databases, from 2008 to 2012, using the descriptors: benzodiazepines, psychoactive drugs and pharmacoepidemiology. To analyzing the articles sought to the units of meaning that make up the corpus of 51 selected articles. Results: in the population, the prevalence of benzodiazepine use in different populations ranged from 6,9% to 14% in the general population, and among elderly varies from 9,2% to 13,8%. These values ​​vary according to the method of obtaining data, averaging 12% for primary source (involving 27-749 individuals) and 9,1% for studies with secondary source (1.192-30.000 participants). Conclusion: the studies describe the prevalence and profile of users of benzodiazepines, but do not explore the practices and motivations for their use. This makes difficult the establishment of generalizations that may serve to planning of prevention action and the rational use of these medicines. Descriptors: Benzodiazepines; Psychoactive Drugs; Pharmacoepidemiology.

RESUMEN

Objetivo: analizar la literatura científica acerca del uso de las benzodiacepinas. Método: una revisión integradora, con el fin de responder a la pregunta << ¿Cuáles son las generalizaciones que podemos hacer acerca de los estudios del uso de benzodiacepinas? >>, con la recogida de datos en las bases de datos LILACS y MEDLINE, de 2008 a 2012, utilizando los descriptores: benzodiacepinas, drogas psicoactivas y farmacoepidemiología. Para el análisis de los artículos buscó a las unidades de significado que constituyen el corpus de 51 artículos seleccionados. Resultados: en la población, la prevalencia del consumo de benzodiacepinas en diferentes poblaciones varió de 6,9% a 14% en la población general, y entre los ancianos varió de 9,2% a 13,8%. Estos valores varían de acuerdo con el método de obtención de datos, con un promedio de 12% para la fuente primaria (que implica 27 a 749 individuos) y 9,1% para los estudios con fuente secundaria (1.192-30.000 participantes). Conclusión: los estudios describen la prevalencia y el perfil de los usuarios de las benzodiacepinas, pero no exploran las prácticas y motivaciones para su uso. Esto dificulta el establecimiento de generalizaciones que pueden servir la planificación de la prevención y el uso racional de estos medicamentos. Descriptores: Benzodiacepinas; Psicofármacos; Farmacoepidemiología.


Palavras-chave


Benzodiazepínicos; psicofármacos; farmacoepidemiologia

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DOI: https://doi.org/10.5205/1981-8963-v9i8a10672p8865-8873-2015



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