Violência obstétrica institucional no parto: percepção de profissionais da saúde

Autores

  • Mayron Morais Almeida
  • Ferdinand José da Costa Cardoso
  • Ana Carla Marques da Costa Faculdade de Ciências e Tecnologia do Maranhão – FACEMA
  • Thiago Sampaio dos Santos
  • Francisco Braz Milanez Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963-v11i9a110232p3346-3353-2017

Palavras-chave:

Violência. Parto Obstétrico. Pessoal de Saúde. Parto Humanizado

Resumo

RESUMO

Objetivo: avaliar os saberes e práticas sobre violência obstétrica na percepção dos profissionais da saúde. Método: estudo descritivo, exploratório, de abordagem qualitativa, realizado por meio de entrevista com 20 profissionais da saúde. A análise dos dados ocorreu por meio da técnica de Análise de Conteúdo. Resultados: apenas 40% dos profissionais da saúde já tiveram ou ainda têm contato com tema violência obstétrica e apenas 15% relataram ter cometido o ato da violência obstétrica, demonstrando que o tema violência obstétrica ainda é desconhecido pelos profissionais da saúde e vários são os motivos para a existência desse problema, como má estruturação das instituições de saúde, carga horária excessiva e falta de comunicação entre o profissional e cliente. Conclusão: a grande maioria dos profissionais se mostrou desconhecedora do tema violência obstétrica. Por meio da análise dos discursos, sugere-se que a solução do problema da violência obstétrica está na humanização da assistência. Descritores: Violência; Parto Obstétrico; Pessoal de Saúde; Parto Humanizado.

ABSTRACT

Objective: to evaluate the knowledge and practices about obstetric violence in the perception of health professionals. Method: this is a descriptive, exploratory study with a qualitative approach, conducted through an interview with 20 health professionals. Data analysis was performed using the Content Analysis technique. Results: only 40% of health professionals had or still had contact with obstetric violence, and only 15% reported having committed obstetric violence, demonstrating that obstetric violence is still unknown by health professionals and several reasons for the existence of this problem as bad structuring of health institutions, excessive workload and lack of communication between the professional and the patient. Conclusion: most of the professionals were unfamiliar with obstetric violence, through the analysis of the discourses. It is suggested that the solution of the problem of obstetric violence is in the humanization of care. Descriptors: Violence; Obstetric, Delivery; Health Personnel; Humanized Birth.

RESUMEN

Objetivo: evaluar los saberes y prácticas sobre violencia obstétrica en la percepción de los profesionales de la salud. Método: estudio descriptivo, exploratorio, de enfoque cualitativo, realizado por medio de entrevista con 20 profesionales de la salud. El análisis de los datos fue por medio de la técnica de Análisis de Contenido. Resultados: apenas 40% de los profesionales de la salud ya tuvieron o aún tienen contacto con tema violencia obstétrica y apenas 15% relataron haber cometido el acto de la violencia obstétrica, demostrando que el tema violencia obstétrica todavía es desconocido por los profesionales de la salud y varios son los motivos para la existencia de ese problema como mala estructuración de las instituciones de salud, carga horaria excesivas y falta de comunicación entre el profesional y el cliente. Conclusión: la grande mayoría de los profesionales se mostraron desconocedores del tema violencia obstétrica, por medio del análisis de los discursos se sugiere que la solución del problema de la violencia obstétrica está en la humanización de la asistencia. Descriptores: Violencia; Parto Obstétrico; Personal de Salud. Parto Humanizado.

Biografia do Autor

Mayron Morais Almeida

Enfermeiro, Graduado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia do Maranhão – FACEMA. Caxias (MA). Brasil

Ferdinand José da Costa Cardoso

Enfermeiro Graduado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia do Maranhão – FACEMA. Caxias (MA). Brasil

Ana Carla Marques da Costa, Faculdade de Ciências e Tecnologia do Maranhão – FACEMA

Enfermeira. Mestre em Genética e Toxicologia Aplicada. Professora do curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências e Tecnologia do Maranhão. Caxias (MA), Brasil.

Thiago Sampaio dos Santos

Enfermeiro Graduado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia do Maranhão – FACEMA. Caxias (MA). Brasil

Francisco Braz Milanez Oliveira

Enfermeiro. Mestre em enfermagem. Professor do curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências e Tecnologia do Maranhão. Caxias (MA). 

Publicado

08/13/2017

Como Citar

ALMEIDA, Mayron Morais; CARDOSO, Ferdinand José da Costa; COSTA, Ana Carla Marques da; SANTOS, Thiago Sampaio dos; OLIVEIRA, Francisco Braz Milanez. Violência obstétrica institucional no parto: percepção de profissionais da saúde. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 11, n. 9, p. 3346–3353, 2017. DOI: 10.5205/1981-8963-v11i9a110232p3346-3353-2017. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/110232. Acesso em: 3 jul. 2026.

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