Perfil sexual de presidiárias

Autores

  • Maria Aline Rodrigues Barros Universidade Federal do Piauí - UFPI
  • Mayara Lima e Nascimento Mayara Lima e Nascimento
  • Dayze Djanira Furtado de Galiza Dayze Djanira Furtado de Galiza

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963-v11i10a13382p3830-3835-2017

Resumo

RESUMO

Objetivo: identificar o perfil sexual de presidiárias. Método: estudo quantitativo, descritivo, transversal, com as mulheres reclusas em duas penitenciárias. O instrumento para a coleta de dados foi um questionário, preenchido durante entrevista. Os dados foram posteriormente tabulados, analisados no programa SPSS (versão 20.0) e apresentados em tabelas. Resultados: verificou-se que a idade mediana foi de 13 anos. 47,1% das participantes eram solteiras, 57,5% tiveram menarca aos 13-16 anos, 57,4% iniciaram a vida sexual entre 13-15 anos, 78,7% eram heterossexuais. Em relação às características dos parceiros sexuais, 48,9% eram presidiários, 59,5% possuíam tatuagens e 42,5% eram usuários de drogas. A droga mais usada foi o crack (30,5%). Conclusão: Evidenciou-se prematuridade na ocorrência da primeira relação sexual e histórico de prostituição. Além disso, os parceiros apresentaram fatores de risco que aumentam a vulnerabilidades das presidiárias a várias doenças, principalmente as IST. Descritores: Prisão; Sexualidade; Mulheres.

ABSTRACT

Objective: To identify the sexual profile of female prison inmates. Methods: This quantitative, descriptive, cross-sectional study included female inmates from two Brazilian prisons. Data were collected through an interview based on a questionnaire. The responses were tabulated, analyzed in SPSS (version 20.0), and presented in tables. Results: The median age of participants was 13 years, and 47.1% were single. 57.5% had had menarche at age 13–16-years-old, 57.4% reported the onset of sexual activity at 13–15-years-old, and 78.7% were heterosexuals. As for their sexual partners, 48.9% were prison inmates, 59.5% had tattoos, and 42.5% used drugs. The most commonly used drug was crack (30.5%). Conclusion: The study sample evidenced an early onset of sexual intercourse and a history of prostitution. Moreover, their partners had risk factors that increase women’s vulnerability to several diseases, especially sexually transmitted infections (STI). Descriptors: Prison; Sexuality; Women.

RESUMEN

Objetivo: identificar el perfil sexual de presidiarias. Métodos: Se realizó un estudio cuantitativo, descriptivo, transversal con una muestra constituida por mujeres reclusas de dos cárceles. Los datos se recolectaron a través de entrevistas que se orientaron a partir de un cuestionario;  estos fueron posteriormente tabulados, analizados con el software SPSS (versión 20.0) y presentados en tablas. Resultados: Las presidiarias presentaron una edad mediana de 13 anos. El 47,1% eran solteiras; el 57,5% tuvieron menarca a los 13-16 años de edad; el 57,4% iniciaron su vida sexual a los 13-15 años de edad; y el 78,7% eran heterosexuales. El 59,5% de los parceros sexuales de las presidiarias tenían tatuajes, el 48,9% eran presidiarios y el 42,5% eran usuarios de drogas. Se encontró que la droga más usada es el crack (30,5%). Conclusión: Se evidencia la precocidad de la primera relación sexual, historial de prostitución y parceros con características que aumentan la vulnerabilidad de las mujeres frente a varias enfermedades, principalmente las infecciones sexualmente transmisibles. Descriptores: Prisión; Sexualidad; Mujeres.

Biografia do Autor

Maria Aline Rodrigues Barros, Universidade Federal do Piauí - UFPI

1Enfermeira, Residente em Enfermagem Obstétrica, Maternidade Escola Assis Chateaubriand, Universidade Federal do Ceará/UFC. Fortaleza (CE), Brasil. E-mail: alinebarrosufpi@hotmail.com; ²Enfermeira, Especialista em Saúde Pública, CeFor. Picos(PI), Brasil. E-mail: maiaralima_picos@hotmail.com; ³Enfermeira, Professora Mestre, Curso Bacharelado em Enfermagem, Universidade Federal de Campina Grande/UFCG. Cajazeiras (PB), Brasil. E-mail: dayze_galiza@hotmail.com

Publicado

10/10/2017

Como Citar

BARROS, Maria Aline Rodrigues; NASCIMENTO, Mayara Lima e; GALIZA, Dayze Djanira Furtado de. Perfil sexual de presidiárias. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 11, n. 10, p. 3830–3835, 2017. DOI: 10.5205/1981-8963-v11i10a13382p3830-3835-2017. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/13382. Acesso em: 1 jul. 2026.