Trabalhadoras rurais: relações de trabalho e percepções sobre eventos violentos

Autores

  • Vitória de Barros Siqueira Universidade de Pernambuco
  • Lucia Marisy Souza Ribeiro de Oliveira Universidade Federal do Vale do São Francisco
  • Maria Auricelia da Silva Siqueira Secretaria Municipal de Educação de Juazeiro-BA
  • Emanuela de Araújo Nascimento Unversidade de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963-v11i4a15236p1662-1666-2017

Palavras-chave:

trabalho feminino, violência, violência contra a mulher

Resumo

RESUMO

Objetivos: discutir a participação de trabalhadoras rurais na fruticultura irrigada do Vale do Submédio São Francisco e verificar a percepção delas acerca do fenômeno da violência. Método: estudo descritivo, de abordagem quantitativa, realizado por meio de entrevista semiestruturada aplicada a 90 trabalhadoras rurais. Os dados foram tratados à luz da estatística descritiva e apresentados por meio de frequências absoluta e relativa, bem como ilustrados por meio de fragmentos do discurso das participantes. Resultados: a média de idade das entrevistadas foi de 34,16 anos, 51,11% estudaram até o ensino fundamental incompleto, 81% foram admitidas a partir de contratos temporários e 48,78% possuíam outra ocupação para complementar a renda. A maioria (42,22%) só considera como violência eventos que deixam marcas corporais. Conclusão: a fruticultura é um campo de trabalho muito importante para as mulheres da região. A naturalização da violência desponta como grave problema de saúde para essa população. Descritores: Trabalho Feminino; Violência; Violência Contra a Mulher.

ABSTRACT

Objectives: to discuss the participation of rural workers in irrigated fruit production in the Sub-low São Francisco Valley, and to verify the perception of rural women about the phenomenon of violence. Method: this is a descriptive study with a quantitative approach conducted through a semi-structured interview applied to 90 rural workers. The data were treated based on the descriptive statistics and presented through absolute and relative frequencies as well as illustrated through fragments of the participants´ discourse. Results: the average age of the interviewees was 34.16 years old, 51.11% studied until incomplete elementary school, 81% were admitted from temporary contracts, 48.78% had another occupation to supplement the income. Most of them (42.22%) only consider violence, the events with body marks. Conclusion: fruticulture is a very important area of work for women in the region. The naturalization of violence emerges as a serious health problem for this population. Descriptors: Violence; Women Working; Violence Against Women.

RESUMEN

Objetivos: discutir la participación de trabajadoras rurales en la fruticultura irrigada del Valle de Sub-medio São Francisco, y verificar la percepción de las trabajadoras rurales acerca del fenómeno de la violencia. Método: estudio descriptivo, de enfoque cuantitativo, realizado por medio de entrevista semi-estruturada aplicada a 90 trabajadoras rurales. Los datos fueron tratados basados en la estadística descriptiva y presentados por medio de frecuencias absoluta y relativa así como ilustrados por medio de fragmentos del discurso de las participantes. Resultados: la media de edad de las entrevistadas fue de 34,16 años, 51,11% estudió hasta la enseñanza fundamental incompleta, 81% fueron admitidas a partir de contratos temporarios, 48,78% poseen otra ocupación para complementar la renta. La mayoría (42,22%) solamente considera como violencia eventos que dejan marcas corporales. Conclusión: la fruticultura es un campo de trabajo muy importante para las mujeres de la región. La naturalización de la violencia es vista como grave problema de salud para esta población. Descriptores: Violencia; Trabajo de Mujeres; Violencia Contra la Mujer.

Biografia do Autor

Vitória de Barros Siqueira, Universidade de Pernambuco

Bacharel em enfermagem pela Universidade de Pernambuco. Mestre em Ciências pela Universidade Federal do Vale do São Francisco. Professora Assistente do  Colegiado de Enfermagem da Universidade Federal do Vale do São Francisco. Petrolina (PE), Brasil

Lucia Marisy Souza Ribeiro de Oliveira, Universidade Federal do Vale do São Francisco

Doutora em Desenvolvimento Sócioambiental pela Universidade Federal do Pará (2005). Professora adjunta do Colegiado de Ciências Sociais da Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco. Juazeiro (BA), Brasil.

Maria Auricelia da Silva Siqueira, Secretaria Municipal de Educação de Juazeiro-BA

Graduada em Pedagogia pela Universidade de Pernambuco. Pós-graduanda em Gestão e Coordenação Educacional. Professora Secretaria Municipal de Educação de Juazeiro-BA. Juazeiro (BA), Brasil.

Emanuela de Araújo Nascimento, Unversidade de Pernambuco

Bacharel em enfermagem pela Universidade de Pernambuco. Pós-graduanda em Enfermagem Obstétrica, Instituto Brasileiro de Pós-Graduação e Extensão/IBPEX. Residente em Enfermagem em Saúde da Criança, Hospital Dom Malan-IMIP. Petrolina (PE), Brasil.

Publicado

03/11/2017

Como Citar

SIQUEIRA, Vitória de Barros; SOUZA RIBEIRO DE OLIVEIRA, Lucia Marisy; DA SILVA SIQUEIRA, Maria Auricelia; NASCIMENTO, Emanuela de Araújo. Trabalhadoras rurais: relações de trabalho e percepções sobre eventos violentos. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 11, n. 4, p. 1662–1666, 2017. DOI: 10.5205/1981-8963-v11i4a15236p1662-1666-2017. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/15236. Acesso em: 21 jun. 2026.

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