VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM
DOI:
https://doi.org/10.5205/1981-8963.2021.246168Palavras-chave:
Notificação de Doenças, Violência, Abuso infantil, Equipe de enfermagem, Criança, Adolescente.Resumo
Objetivo: analisar a atuação dos profissionais de Enfermagem da Estratégia Saúde da Família sobre a identificação e notificação dos casos de violência contra crianças e adolescentes. Método: trata de um estudo quantitativo, descritivo, transversal, realizado nas Unidades Básicas de Saúde. Faça uma amostra de 215 profissionais de enfermagem. Utilizado, para coleta de dados, um questionário multitemático padronizado, pré-codificado e automático. Conduziram-se como análises no software Statistical Package for the Social Sciences . Submeteram-se os dados à análise descritiva por meio de frequências absolutas e percentuais. Resultados: observou-se que, entre os profissionais de enfermagem que estudam, que 59,5% nunca usaram casos de violência contra crianças ou adolescentes e apenas 11,6% notificaram alguma situação de violência envolvendo crianças e adolescentes durante o período de prática profissional. Registre-se, entre as notificações, ou o predomínio de situações de violência física (35,0%) pelos enfermeiros e negligência / abandono (60,0%) pelos técnicos em enfermagem. Conclusão: nota-se que muitos profissionais detectaram aspectos de violência na população jovem, entretanto, ou notificaram uma realidade em Manaus, assim como em outras capitais, ou que consideram afetadas e afetadas profissionais de saúde.
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