INTERVENÇÕES NÃO FARMACOLÓGICAS NO MANEJO DA DOR PÓS- OPERATÓRIA: CONCEPÇÃO DE ENFERMEIROS
DOI:
https://doi.org/10.5205/1981-8963.2021.247346Palavras-chave:
Dor pós-operatória, Manejo da dor, Enfermagem.Resumo
Objetivo: Avaliar a assistência dos enfermeiros nas intervenções não farmacológicas na dor pós-operatória. Método: Estudo descritivo, qualitativo, com enfermeiras da clínica cirúrgica geral de um hospital público do Recife. Os dados foram coletados de julho a setembro de 2019, por meio de entrevista semiestruturada gravada e avaliada através da análise de conteúdo temática proposta por Bardin. Resultados: Seis enfermeiras com idade média de 45,3 anos participaram do estudo, com tempo de serviço entre três a 24 anos. Dos depoimentos emergiram três categorias: 1). Sensibilidade e conhecimentos de enfermeiros no manejo adequado da dor; 2). Termoterapia e massagem de conforto para alívio da dor ao paciente cirúrgico e 3). Práticas alternativas associadas aos fármacos no controle da dor pós-operatória. Pelos relatos verificou-se a subjetividade característica da dor como fator que influencia a sua avaliação. Conclusão: Identificou-se que o enfermeiro tem autonomia, desempenhando papel fundamental no reconhecimento dos benefícios que as práticas integrativas e complementares em saúde podem promover ao paciente, quanto a qualidade e conforto no alívio da dor pós-operatória, como a termoterapia, massagem de conforto e o diálogo para desviar o foco de atenção. Outras técnicas são difíceis por falta de recursos.Referências
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