Motivações para expansão de Organizações Sociais da Saúde: percepção de gestores estaduais
DOI:
https://doi.org/10.5205/1981-8963-v8i7a9908p2220-2227-2014Palavras-chave:
Gestão de serviços de saúde, recursos humanos, saúde coletiva, política de saúde.Resumo
Resumo
Objetivo: analisar as principais motivações, apresentadas pelos gestores, para a inserção de novos arranjos jurídicos na administração de serviços públicos de saúde em Pernambuco e as mudanças na contratação de Recursos Humanos em Saúde. Método: realizou-se um estudo de caso com base nas abordagens quantitativas e qualitativas, cujo cenário foi o Estado de Pernambuco, entre os anos de 2007 e novembro de 2013. Utilizaram-se dados quantitativos extraídos de fontes de informação oficial: cadastro de estabelecimentos de saúde, referente a novembro de 2013. Para os dados qualitativos foram realizadas entrevistas com os quatro secretários estaduais de saúde do período da pesquisa, conforme aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães CAEE. 0037.0.095.408/11. Resultados: Entre as principais motivações para a implementação do modelo baseado em Organizações Sociais da Saúde com empresas gerindo serviços públicos de saúde estão: transferência de políticas de outros estados, que passam a influenciar a construção da política de saúde em Pernambuco e as vantagens administrativas referentes à maior agilidade administrativa e flexibilidade para a contratação de recursos humanos. Conclusões: a dificuldades na contratação de profissionais e a rigidez administrativa são mobilizadores para novas alternativas gerenciais que incorporam empresas para a administração de serviços públicos de saúde. Além das razões elencadas, outra passa a figurar para a evolução das Parcerias Público Privadas na saúde: a transferência de política passa a ser um indutor de destaque no aprofundamento e capilaridade de um modelo onde os estados passam a administração de serviços públicos para empresas. Descritores: Gestão de serviços de saúde, recursos humanos, saúde coletiva, política de saúde.
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