Motivações para expansão de Organizações Sociais da Saúde: percepção de gestores estaduais

Autores

  • Francisco de Assis da Silva Santos CPqAM
  • Garibaldi Dantas Gurgel Júnior CPqAM
  • Idê Gomes Dantas Gurgel
  • Eliane Maria Medeiros Leal
  • Katia Rejane Medeiros

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963-v8i7a9908p2220-2227-2014

Palavras-chave:

Gestão de serviços de saúde, recursos humanos, saúde coletiva, política de saúde.

Resumo

Resumo

Objetivo: analisar as principais motivações, apresentadas pelos gestores, para a inserção de novos arranjos jurídicos na administração de serviços públicos de saúde em Pernambuco e as mudanças na contratação de Recursos Humanos em Saúde. Método: realizou-se um estudo de caso com base nas abordagens quantitativas e qualitativas, cujo cenário foi o Estado de Pernambuco, entre os anos de 2007 e novembro de 2013. Utilizaram-se dados quantitativos extraídos de fontes de informação oficial: cadastro de estabelecimentos de saúde, referente a novembro de 2013. Para os dados qualitativos foram realizadas entrevistas com os quatro secretários estaduais de saúde do período da pesquisa, conforme aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães CAEE. 0037.0.095.408/11.  Resultados: Entre as principais motivações para a implementação do modelo baseado em Organizações Sociais da Saúde com empresas gerindo serviços públicos de saúde estão: transferência de políticas de outros estados, que passam a influenciar a construção da política de saúde em Pernambuco e as vantagens administrativas referentes à maior agilidade administrativa e flexibilidade para a contratação de recursos humanos. Conclusões: a dificuldades na contratação de profissionais e a rigidez administrativa são mobilizadores para novas alternativas gerenciais que incorporam empresas para a administração de serviços públicos de saúde. Além das razões elencadas, outra passa a figurar para a evolução das Parcerias Público Privadas na saúde: a transferência de política passa a ser um indutor de destaque no aprofundamento e capilaridade de um modelo onde os estados passam a administração de serviços públicos para empresas. Descritores: Gestão de serviços de saúde, recursos humanos, saúde coletiva, política de saúde.

Biografia do Autor

Francisco de Assis da Silva Santos, CPqAM

Fisioterapeuta, Doutorando em Saúde Pública pelo Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (CPqAM / FIOCRUZ). Professor da Faculdade ASCES e da UFPE, Centro Acadêmico do Agreste.

Garibaldi Dantas Gurgel Júnior, CPqAM

Doutor em Políticas Públicas pela Universidade Machester, Reino Unido. Pesquisador e docente da FIOCRUZ, Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC).

Idê Gomes Dantas Gurgel

Médica, Doutora em Saúde Pública pelo Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (CPqAM / FIOCRUZ), Pesquisadora e docente da FIOCRUZ, Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC).

Eliane Maria Medeiros Leal

Enfermeira, Mestranda em Saúde Pública pelo Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (CPqAM / FIOCRUZ).

Katia Rejane Medeiros

Assistente Social, Doutora em Saúde Pública pelo Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (CPqAM / FIOCRUZ), Pesquisadora e docente da FIOCRUZ, Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC).

Publicado

05/26/2014

Como Citar

SANTOS, Francisco de Assis da Silva; GURGEL JÚNIOR, Garibaldi Dantas; GURGEL, Idê Gomes Dantas; LEAL, Eliane Maria Medeiros; MEDEIROS, Katia Rejane. Motivações para expansão de Organizações Sociais da Saúde: percepção de gestores estaduais. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 8, n. 7, p. 2220–2227, 2014. DOI: 10.5205/1981-8963-v8i7a9908p2220-2227-2014. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/9908. Acesso em: 26 jul. 2026.

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