OS AGLOMERADOS DE MICRO E PEQUENAS INDÚSTRIAS DE CONFECÇÕES DO AGRESTE/PE: UM ESPAÇO CONSTRUÍDO NA LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA

Sonia Maria de Lira

Resumo


 

O presente trabalho se propõe a analisar como vem ocorrendo o desenvolvimento dos aglomerados de micro e pequenas indústrias de confecções do Agreste/PE, a partir das relações sócio-espaciais. Os aglomerados surgiram como alternativa de sobrevivência da população agrestina, por causa, principalmente, da crise agrícola da cotonicultura e das dificuldades de produzir outros produtos, já que a região possui faixas muito secas, sendo inapropriadas para o plantio, pois fazem parte do semi-árido nordestino. Esta atividade deu origem à sulanca, corruptela das palavras: sul e helanca, designando produtos de vestiário confeccionados com malhas vindas do sul do país. Estes artigos populares passaram a ser vendidos nas feiras locais e depois atingiu mercados de todo o país, movimentando em torno de dois bilhões ao ano, na região. Atualmente, gera emprego e renda para milhares de famílias. No entanto, possui alguns dos piores índices educacionais do Estado de Pernambuco e vem provocando problemas ambientais gravíssimos, por causa das lavanderias. As relações de trabalho também tem sido precarizadas, por conta da informalidade e da produção flexível. Por isso, faremos uma análise sobre estas relações sócio-espaciais, enfatizando a necessidade de políticas públicas planejadas, no intuito de garantir melhoria na qualidade de vida destes habitantes.


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