MEDOS E MUROS EM CASA FORTE: TOPOFOBIAS DO RECIFE

Lourival Luiz dos Santos Junior, Bruno Maia Halley

Resumo


O medo generaliza-se no imaginário e na forma urbana, reproduzindo um quadro de insegurança coletiva, com
as “casas fortes” se multiplicando pela cidade. No Recife, o emanar de “edifícios-claustros”, ruas privatizadas,
mansões e condomínios fechados, tecnicamente fortificados por guaritas, muros altos, cercas, espelhos e câmeras
de vigilância, parece associar-se com espaços analogicamente opostos, estigmatizados como lugares do
medo/insegurança. São recortes topofóbicos da cidade materializados em ruas escuras, becos, terrenos baldios,
casas abandonadas, morros e comunidades pobres existentes à beira de rios. Situado na Zona Norte do Recife, o
bairro de Casa Forte externa em sua paisagem e no sentimento dos seus moradores mais abastados essa realidade
paradoxal, com muros materiais e imateriais erguidos à todo momento, intensificando estigmas, medos e
estranhamentos. As dimensões concretas e simbólicas desta geografia do medo serão esmiuçadas, tomando como
análise os temores e claustros de Casa Forte, aqui apreendido como um “bairrofobia”.

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