Revisão metodol´´ogica - geoquímica na arqueologia
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2025.267043Palavras-chave:
Geoarqueologia, Geoquímica, Bacia do Carnaúba, Morro do ChapéuResumo
Geoarqueologia é a área da Arqueologia que se debruça sobre a relação entre o ser humano e o seu meio físico-natural. Sob essa perspectiva, um leque de possibilidades pode ser utilizado para a compreensão do mundo que vivemos em um cenário pretérito. Dentre essas destaca-se a pesquisa de cunho Geoquímico na compreensão dos componentes químicos das rochas da crosta, da alteração química em perfis de solos e depósitos sedimentares e a evolução da paisagem. Diante disso, objetiva-se apresentar aplicações que este viés possui para a Arqueologia, principalmente, no âmbito de reconstruções paleoambientais e modelos formativos da paisagem. Para tal, duas áreas arqueológicas - Morro do Chapéu (BA) e a Bacia do Rio Carnaúba (RN/PB) - foram analisadas pelo enfoque geoquímico, fazendo uso de duas seções verticais, uma coluvionar e outra em ambiente fluvial. Os estudos realizados em Morro do Chapéu permitiram propor modelos evolutivos influenciados por fatores climáticos, geomorfológicos e sedimentológicos; indicando uma evolução complexa, marcada por alterações químicas intensas, deposição de sedimentos maduros e estabilização pedogenética. O relevo elevado favoreceu a retenção de umidade, permitindo o desenvolvimento de mantos profundos em clima semiárido, com presença de níveis ferruginosos de caráter laterítico. Depósitos do rio Carnaúba evidenciam regime semiárido com pulsos sazonais de alta energia associados a um regime de canal entrelaçado com variação nas condições de transporte como resposta à sazonalidade climática. A integração multidisciplinar oferece insights sobre a evolução de paisagens semiáridas e sua relação com ocupações humanas, sendo relevante para reconstruir dinâmicas climáticas e ambientais em contextos tropicais.
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