Caracterização do uso e cobertura do solo na bacia hidrográfica do Rio Moxotó por meio de imagens de satélite
DOI :
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2025.267135Mots-clés :
Semiárido, recursos hídricos, sensoriamento remoto, paisagem naturalRésumé
O presente estudo utilizou dados gerados por satélites do SRTM e Landsat-8, visando caracterizar as condições naturais mais determinantes na bacia hidrográfica do Rio Moxotó, cuja área está situada no ambiente de semiárido, abrangendo partes do seu território localizado no Oeste do Estado de Alagoas, centro e sudoeste do Estado de Pernambuco e sul do Estado da Paraíba. Para caracterização e identificação das áreas úmidas e do tipo de cobertura do solo foram empregadas técnicas de classificação digital da vegetação, como o NDVI e a classificação semiautomática de valores de píxel. A estratificação da cobertura do solo para a bacia do Rio Moxotó indica que as áreas de capoeirão representam 33,13%, enquanto o solo exposto corresponde a 8,87% de toda área da bacia. Somadas, somente essas duas classes ocupam 42% do total da área, significando o quanto a baixa disponibilidade de água tem afetado as atividades humanas na região. Outra observação, que pode ser relacionada a essa realidade, é o desaparecimento da vegetação nativa e consequentemente descaracterização da paisagem natural, considerando o percentual dessas áreas. Esses fatores têm contribuído para a desaparecimento da vegetação nativa e a descaracterização da paisagem. Resultados como estes, foram possíveis graças ao uso de dados de sensoriamento remoto, que hoje facilitam a tomada de decisão a partir de diagnósticos construídos com o emprego de ferramentas de software como o QGIS, para o processamento e modelagem das informações.
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