Mapeamento de situações de trabalho no campo maranhense: apontamentos e tipologias a partir de pesquisas arquivistas e iconográficas
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2021.251394Keywords:
Mídia, Discurso, Trabalho Escravo, Maranhão.Abstract
Nesse artigo iremos discutir o papel da mídia na construção do imaginativo da pessoa que é escravizada, formar o perfil da situação de trabalho escravo contemporâneo maranhense. Identificar algumas narrativas que ajudam a construir o imaginário do trabalhador escravo contemporâneo presente na mídia brasileira, em especial na mídia maranhense. A análise de notícias é importante para entender o que está sendo passado para a sociedade. Essa pesquisa busca entender através meios de notícias (portais de notícias online) como lugar de disputas discursivas que apresentam efeitos de recepção de um grupo social especifico, pois, o jornal tem um papel essencial na construção de narrativas. A representatividade na mídia é construída por vários discursos institucionais e organizados por uma normatização comum ao próprio jornalismo. A partir da análise dessas notícias poderemos perceber como esse trabalhador é representado para a sociedade, se ele recebe ou não o nome, se é tratado de forma digna ou apenas mais um número a ser inserido no sistema. Se as notícias analisam as situações que esses trabalhadores são levados a se encontrar em situação de tal vulnerabilidade. Se as matérias jornalísticas se importam em proteger os trabalhadores ou os escravagistas. Essa analise pode nos levar a entende como a grande mídia vê e representa esses trabalhadores e qual o tipo de narrativa está sendo entregue a sociedade e qual a imagem pintada por tal sobre essa exploração, que ocorre tanto no campo como na cidade, que é visto com maus olhos pela população, não só brasileira.
References
BRITTO FILHO, J.C.M de. Trabalho decente: analise jurídica da exploração, trabalho escravo e outras formas de trabalho indigno. 2. Ed. São Paulo: LTr, 2010.
KOVACH, Bill; ROSENSTIEL, Tom. Os elementos do jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o público exigir. 2. Ed. São Paulo: Geração, 2004.
MARANHÃO. II Plano Estadual para Erradicação do Trabalho escravo no Maranhão. Secretaria dos Direitos Humanos e Participação Popular. Disponível em: <http://escravonempensar.org.br/wp-content/uploads/2019/04/Plano-Estadual_MA_2012.pdf>. Acesso em 16 de setembro de 2019.
MOURA, F.A. Trabalho Escravo e Mídia: olhares de trabalhadores rurais maranhenses. 1º ed. São Luis: Ed. EDUFMA, 2016.
RODRIGUES, S. J. D. Trabalho escravo no Maranhão e vulnerabilidade do trabalhador. In: RODRIGUES, S.J.D.; et al. (Org.). Temas da Geografia do Maranhão: territórios e desenvolvimento regional, lugar, educação e cultura. 1° ed. São Luis: Café & Lápis; Edufma, 2017, p. 253-277.
SAKAMOTO, L. Os acionistas da casa grande: a reinvenção capitalista do trabalho escravo no Brasil contemporâneo. In: FIGUEIRA, R.R.; PRADO, A.A (Orgs.). Olhares sobre a escravidão contemporânea: novas contribuições críticas. Cuiabá: EdUFMT, 2011.
SEVERO, F. G. O trabalho escravo na acumulação capitalista moderna. In: RICARDO, R.F; et al. (Org.). Discussões contemporâneas sobre trabalho escravo: teoria e pesquisa. 1ed.Rio de Janeiro: Mauad X, 2016, v. 2016, p. 237-255.
SILVERSTONE, R. Porque estudar Mídia? São Paulo: Edições Loyola, 2002.
FRANÇA, V. O acontecimento e a mídia. Galaxia (São Paulo, Online), n. 24, p. 10-21, dez. 2012.
TRAQUINA, N. Teorias do Jornalismo. Florianópolis: Insular, 2004 – 2005. 2. Ed. Florianópolis: Insular, 2008. 2v.: ill.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2021 Laiz Algave Garcez, Matheus Sousa Barros, Sávio José Dias Rodrigues

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Authors who publish in this journal agree to the following terms:
a) Authors retain copyright and grant the REVISTA DE GEOGRAFIA of the Federal University of Pernambuco the right of first publication, with the work simultaneously licensed under the Creative Commons Attribution 4.0 International License (CC BY). This license allows reusers to distribute, remix, adapt, and build upon the material in any medium or format, provided that attribution is given to the creator. The license permits commercial use.
b) Authors are authorized to enter into separate, additional contractual arrangements for the non-exclusive distribution of the version of the work published in this journal (e.g., posting it to an institutional repository or publishing it as a book chapter), with an acknowledgement of its initial publication in this journal.
c) Authors are permitted and encouraged to post and distribute their work online (e.g., in institutional repositories or on their personal website) at any point before or during the editorial process, as this can lead to productive exchanges, as well as increase the impact and citation of the published work.
d) The contents of the GEOGRAPHY JOURNAL are licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License. CC BY - . This license allows reusers to distribute, remix, adapt, and build upon the material in any medium or format, provided that attribution is given to the creator. The license permits commercial use.
In the case of copyrighted material to be reproduced in the manuscript, full attribution must be provided in the text; a supporting document of authorization must be sent to the Editorial Committee as a supplementary document. It is the responsibility of the authors, not the GEOGRAPHY JOURNAL or the editors or reviewers, to indicate, in the article, the authorship of texts, data, figures, images and/or maps previously published elsewhere.