Por trás das cores de São Severino, as flores de agrotóxicos
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2022.255245Keywords:
Gravatá, Brasil, Agronegócio, Agrotóxicos, Floricultura.Abstract
O município de Gravatá, localizado no Agreste do Estado de Pernambuco, se tornou o maior produtor de flores do estado de Pernambuco, e um dos maiores da região Nordeste, escoando sua produção para outros estados do País. Essa prática, que por um lado se apresenta como sendo economicamente viável para quem produz, acarreta alguns riscos para os moradores e moradoras do distrito e também para os demais produtores e produtoras do território. A partir disso, busca-se, neste trabalho compreender o modelo de floricultura vigente no território de São Severino, trazendo os ideais por trás da floricultura e identificando o contexto do qual a prática faz parte. Esse estudo é fruto do mestrado, é uma pesquisa de cunho qualitativo, visto que aborda um universo de significações e realidades. A partir disso, utilizamos o trabalho de campo como uma vivência, indo além do campo científico, tendo uma dimensão intensa, onde se estabelece uma relação afetiva e as trocas de conhecimentos acontecem de forma subjetiva. Os resultados obtidos puderam mostrar que ao mesmo tempo em que a floricultura se mostra como uma saída econômica mais rápida, também se coloca como um grande risco à vida e à soberania da comunidade.
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