Mapeamento da geodiversidade presente no município de Itamarati de Minas/MG
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2026.268435Palavras-chave:
variabilidade ambiental, geoprocessamento, planejamento ambiental, meio físicoResumo
A gestão territorial eficiente depende do conhecimento dos recursos naturais e de ferramentas que integrem diferentes informações espaciais. O geoprocessamento possibilita essa integração, permitindo análises que refletem a realidade ambiental de forma mais completa. Nesse contexto, a Geodiversidade surge como uma abordagem capaz de relacionar os elementos geológicos, geomorfológicos, pedológicos, altimétricos e de uso e cobertura do solo, revelando a variabilidade dos componentes naturais de um território. Este estudo realizou o cálculo do índice de Geodiversidade para o município de Itamarati de Minas (MG), utilizando dados secundários de bases estaduais e federais. Foram analisadas as classes de Litologia, Pedologia, Geomorfologia, Hipsometria, Declividade e Uso e Cobertura do Solo. Os resultados indicaram que, embora as classes com maior área, como pastagens e formações florestais, apresentem baixos índices ponderados, as classes de menor extensão (especialmente Afloramento Rochoso e Áreas Úmidas) registraram os maiores valores de Geodiversidade Ponderada. Esses ambientes se destacam por sua relevância ecológica e potencial para ações de geoconservação e ecoturismo, contribuindo para a valorização dos recursos naturais locais. Conclui-se que a metodologia aplicada permitiu compreender a complexidade da paisagem de Itamarati de Minas e oferece subsídios para um planejamento ambiental mais integrado e sensível às particularidades do território.
Referências
ABAL - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO ALUMÍNIO (São Paulo) (org.). BAUXITA NO BRASIL: mineração responsável e competitividade. São Paulo: Gráfica Mundo, 2017. 66 p.
AB'SÁBER, A. N. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. Ateliê editorial, 2003.
ARAUJO, A. M.; PEREIRA, D. Í. A New Methodological Contribution for the Geodiversity Assessment: applicability to ceará state (brazil). Geoheritage, [S.L.], v. 10, n. 4, p. 591-605, 2017.
BRILHA, J. Património Geológico e Geoconservação: A Conservação da Natureza na sua Vertente Geológica. Braga: Palimage Editores, 2005.
BRILHA, J. Inventory and Quantitative Assessment of Geosites and Geodiversity Sites: a Review. Geoheritage, 8(2): 119-134. 2016.
DIAS, J. E.; GOMES, O. V. O.; XAVIER DA SILVA, J.; GOES, M. H. B. A geodiversidade do município de Volta Redonda, Rio de Janeiro. Caminhos de Geografia, 14(14), 151-160, 2004.
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária. Serviço Nacional de Levantamento e Conservação dos Solos (Rio de Janeiro, RJ). Manual de métodos de análise de solos. Rio de Janeiro, 1979. v.1.
GRAY, M. Geodiversity: valuing and conserving abiotic nature. John Wiley & Sons, 2004.
GUERRA, A. T. Recursos naturais do Brasil. 3 ed. Rio de Janeiro: IBGE, 1980. 220p.
GUIMARÃES, I.P.M.B. ÁREAS ÚMIDAS NO DOMÍNIO DOS MARES DE MORROS: ASPECTOS HIDROGEOMORFOLÓGICOS E MORFOESTRUTURAIS. 2023. 108 f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2023.
HAWKER, L.; UHE P.; PAULO L.; SOSA J.; SAVAGE J.; SAMPSON C.; NEAL J. A 30 m global map of elevation with forests and buildings removed. Environmental Research Letters, 17(2), 024016, 2022.
HENRIQUES, A. B.; PORTO, M. F. S. Mineração, agricultura familiar e saúde coletiva: um estudo de caso na região de Itamarati de Minas-MG. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 25, p. 1361-1382, 2015.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades: Itamarati de Minas/MG. 2022. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/mg/itamarati-de-minas.html. Acesso em: 10 de setembro de 2024.
JUNK, W.J.; PIEDADE, M.T.F.; LOURIVAL, R.; WITTMANN, F.; KANDUS, P.; LACERDA, L.D.; BOZELLI, R.L.; ESTEVES, F.A.; NUNES DA CUNHA, C.; MALTCHIK, L.; SCHÖNGART, J.; SCHAEFFER-NOVELLI, Y.; AGOSTINHO, A.A.; NOBREGA, R.L.B. Definição e classificação das Áreas Úmidas (AUs) brasileiras: base científica para uma nova política de proteção e manejo sustentável. Classificação e delineamento das Áreas Úmidas Brasileiras e de seus macrohabitats. Cuiabá: INCT-INAU-EdUFMT, p. 13-76, 2014.
MANSUR, K. L. Patrimônio geológico, geoturismo e geoconservação: Uma abordagem da Geodiversidade pela vertente geológica. In: GUERRA, A. J. T.; JORGE, A. C. O. (Orgs.). Geoturismo, Geodiversidade e geoconservação: abordagens geográficas e geológicas. São Paulo, Oficina de Textos, p. 1-50, 2018.
MAPBIOMAS. Coleções MapBiomas. Disponível em: https://brasil.mapbiomas.org/colecoes-mapbiomas/. Acesso em: 19 setembro 2024.
MEIRA, S. A. “PEDRAS QUE CANTAM”: O PATRIMÔNIO GEOLÓGICO DO PARQUE NACIONAL DE JERICOACOARA, CEARÁ, BRASIL. 2016. 173 f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2016.
MEIRA, S. A. SUBSÍDIOS AO PLANEJAMENTO E PROPOSTAS DE PROMOÇÃO DO GEOPATRIMÔNIO DO PARQUE NACIONAL DE UBAJARA, CEARÁ, BRASIL. 2020. 332 f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2020.
NIETO, L. M. Geodiversidad: propuesta de una definición integradora. Boletín Geológico y Minero. Espanha: v. 112, n. 2, p. 3-12, 2001.
NOCE, C. M.; ROMANO, A. W.; PINHEIRO, C. M.; MOL, V. S.; PEDROSA-SOARES, A. C.. Geologia das folhas Ubá e Muriaé. Projeto Sul de Minas–Etapa I: Geologia e Recursos Minerais do Sudeste Mineiro, Belo Horizonte, COMIG/UFMG/UFRJ/UERJ, cap, 12, 623-659. 2003.
QUEIRÓZ D.S.; GARCIA M.G.M. Expansão urbana como ameaça à geodiversidade: estudo de caso em Santos-SP. In: Perez Filho, A.; Amorim, R.R. (Orgs). Os desafios da geografia física na fronteira do conhecimento. Anais do XVIII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada. Campinas. p. 3102–3111. 2017.
ROCHA, C.H.B. Geomática na prática. 1. ed. Curitiba: Editora CRV. v. 1000. 290p, 2019.
RODRIGUEZ, J. M. M.; SILVA, E. V.; CAVALCANTE, A. P. B. (Ogr.). Geoecologia das paisagens: uma visão geossistêmica da análise ambiental. Fortaleza: UFC, 2004.
SANTOS H. G.; JACOMINE P. K. T.; ANJOS L. H. C.; OLIVEIRA V. A.; LUMBRERAS J. F.; COELHO M. R.; ALMEIDA J. Á.; CUNHA T. J. F.; OLIVEIRA J. B. Sistema brasileiro de classificação de solos. 3. ed. Brasília, DF: Embrapa; 2013.
SILVA, A.V.R. O município de Cataguases. Cataguases: Imprensa Oficial, 1908.
SISEMA, IDE. Infraestrutura de dados Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Secretaria de Meio Ambiente. Belo Horizonte. 2024.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA – UFV; UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS – UFLA; FUNDAÇÃO DE CIENCIA E TECNOLOGIA DE MINAS GERAIS - FCT. Mapa de solos do Estado de Minas Gerais. Belo Horizonte, Fundação Estadual do Meio Ambiente, 2010. 49p. Escala 1:650. 000.
VALVERDE, O. Estudo Regional da Zona da Mata, Minas Gerais. Revista Brasileira de Geografia. Rio de Janeiro, v. 1, 1958, p. 3-82.
XAVIER DA SILVA, J. A Digital model of the environment: na effective approach to areal analisis. In: Latin American Conference. Anais... International Geographic Union. Rio de Janeiro, p.17-22, 1982.
XAVIER DA SILVA, J.; CARVALHO FILHO, L. M. Índice de Geodiversidade da Restinga da Marambaia (RJ): um exemplo do geoprocessamento aplicado à Geografia Física. Recife. Revista de Geografia, v. 1, p. 57-64, 2001.
XAVIER DA SILVA, J.; PERSSON, V. G.; LORINI, M. L.; BERGAMO, R. B. A.; RIBEIRO, M. F.; COSTA, A. J. S. T.; IERVOLINO, P.; ABDO, O. E. Índices de geodiversidade: aplicações de SGI em estudos de biodiversidade. In: GARAY, I.; DIAS, B.F.S. (Orgs.). Conservação da biodiversidade em ecossistemas tropicais: avanços conceituais e revisão novas metodologias de avaliação e monitoramento. Rio de Janeiro, Vozes, p. 299-316, 2001.
ZAIDAN, R. T. Geoprocessamento conceitos e definições. Revista de Geografia-PPGEO-UFJF, v. 7, n. 2, 2017.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Diogo Parreira Lapa, Cézar Henrique Barra Rocha

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Autores mantêm os direitos autorais e concedem à REVISTA DE GEOGRAFIA da Universidade Federal de Pernambuco o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
d) Os conteúdos da REVISTA DE GEOGRAFIA estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
No caso de material com direitos autorais a ser reproduzido no manuscrito, a atribuição integral deve ser informada no texto; um documento comprobatório de autorização deve ser enviado para a Comissão Editorial como documento suplementar. É da responsabilidade dos autores, não da REVISTA DE GEOGRAFIA ou dos editores ou revisores, informar, no artigo, a autoria de textos, dados, figuras, imagens e/ou mapas publicados anteriormente em outro lugar.