DA SOCIEDADE DISCIPLINAR À SOCIEDADE DE CONTROLE: a questão da liberdade por uma alegoria de Franz Kafka, em O processo, e de Phillip Dick, em Minority Report

Leandro Chevitarese

Resumo


Partindo do pressuposto de que o mapeamento do papel da tecnologia é um dos eixos centrais para a compreensão da cultura em que vivemos, propomos, neste trabalho, uma reflexão sobre a sociedade tecnológica, em que destacamos como eixo de problematização os temas do controle e da liberdade. Isto porque, embora seja comum associar a ‘revolução internacional’ a uma ampliação de nossas possibilidades de conhecimento e de sociabilidade, ampliam-se, igualmente, as formas de controle e as práticas de exércicio do poder. Com o objetivo de reconstruir a questão da liberdade na sociedade tecnológica, propomos o recurso a uma alegoria, uma imagem do pensamento, afim de oferecer outros elementos para repensar o tema. A ‘pista’ deste caminho nos é dada por Gilles Deleuze, para quem Kafka – em sua obra O Processo – já teria antevisto aspectos da sociedade de controle no anúncio das ‘possibilidades de um acusado’. Valendo-nos da alegoria Kafkiana, e associando-a à de Phillip Dick em seu conto Minority Report – em que o autor apresenta a impossibilidade de ‘defesa de um acusado’ em fase da antecipação da possbilidade do crime – buscaremos algumas pistas que nos permitam responder à seguinte pergunta: em que termos é possível compreender a liberdade (que nos resta?) na sociedade tecnológica?

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