Gramáticas afetivas e a crise da mediação: a fragilização da democracia pelo contato direto entre Estado e sociedade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2317-5427.2025.266657

Palavras-chave:

afetos, autoritarismo, democracia, moralidade

Resumo

As sucessivas crises democráticas têm suscitado inúmeros debates quanto à dinâmica da democracia nas sociedades contemporâneas, em especial sobre como interpretar tal instituição moderna. No Brasil os trabalhos de Rodrigo Nunes (2022; 2023) e Letícia Cesarino (2022) se destacam ao pensarem o autoritarismo emergido do que vem sendo chamado como “crise” e como tem sido impulsionado por gramáticas afetivas disseminadas pelas mídias digitais. Em paralelo a isso, surgem movimentos dentro das ciências sociais a fim de resgatar o pensamento político durkheiminiano para pensar os dilemas políticos e morais de nosso tempo presente. Assim, a intenção do nosso trabalho é usar um dos escritos políticos de Durkheim, em especial Lições de Sociologia (2019 [1950]), como tentativa de abarcar a crise da democracia moderna em diálogo com diagnósticos do presente. Desse modo, espera-se uma singela contribuição para o debate sobre os dilemas de nosso tempo no que diz respeito à crise democrática.

 

Biografia do Autor

Rafael Santos, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Graduando em Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, membro do Grupo de Pesquisa Social (GPS-UFRN) e bolsista de Iniciação Científica (CNPq).

Mateus Venceslau Marreiro, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Membro do Grupo de Pesquisa Social (GPS-UFRN), Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Doutorando em Ciências Sociais na mesma instituição (PPGCS-UFRN).

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Publicado

27-11-2025