Ensaio sobre fenomenologia e sociologia: ponderações acerca do pensamento disciplinar e dos métodos qualitativos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2317-5427.2026.269777

Palavras-chave:

Fenomenologia, Sociologia, Métodos Qualitativos, Objetividade

Resumo

O texto pensa a relação entre fenomenologia e sociologia compreensiva a partir das seguintes questões: a formação disciplinar sociológica; os métodos qualitativos; e o próprio modo de pensar da sociologia e dos sociólogos. Inserido no debate sobre a legitimidade científica da pesquisa qualitativa, a proposta é pensar a questão mediante um exercício fenomenológico e sobre as interpretações de ser supostas e pressupostas nesses métodos. Contra a redução da fenomenologia a uma "teoria aplicável", a postura aqui é de atenção e escuta do fenômeno.

Biografia do Autor

Gabriel Gorini, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Bacharel em Ciências Sociais pela UFRJ, mestre em Sociologia e Antropologia pelo PPGSA/UFRJ e Doutorando em Música pelo PPGM/Unirio. 

 

 

Referências

ADORNO, Theodor W. O ensaio como forma. In: ADORNO, Theodor W. Sociologia. São Paulo: Ática, 1994.

ADORNO, Theodor W. Introdução à sociologia. São Paulo: Editora Unesp, 2008.

BACHELARD, Gaston. A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

BOLTANSKI, Luc; THÉVENOT, Laurent. De la justification: les économies de la grandeur. Paris: Gallimard, 1991.

BORGES, Jorge Luis. Ficções. São Paulo: Globo, 1997[1944].

BERGSON, Henri. Ensaio sobre os dados imediatos da consciência. Lisboa: Edições 70. 1988 [1889].

CARNEIRO LEÃO, Emmanuel. Aprendendo a pensar. Petrópolis: Vozes, 1977.

CARNEIRO LEÃO, Emmanuel. A fenomenologia de Edmund Husserl e a fenomenologia de Martin Heidegger. Revista da Abordagem Gestáltica: Phenomenological Studies, Goiânia, v. 12, n. 1, p. 11-22, jun. 2006. Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=357735503002. Acesso em: 26 fev. 2026.

CARNEIRO LEÃO, Emmanuel Carneiro. Os pensadores originários. In: Anaximandro, Parmênides, Heráclito. Organização e tradução de Emmanuel Carneiro Leão e Sérgio Wrublewski. Petrópolis, RJ: Vozes, 1991.

CARNEIRO LEÃO, Emmanuel. Para uma crítica da interdisciplinaridade. Filosofia Contemporânea II. Teresópolis: Daimon, 2013.

DREHER, Jorchen; SANTOS, Hemilio. Sociologia e fenomenologia: apresentação. Civitas, Porto Alegre, v. 17, n. 3, p. 385-388, 2017.

ELIAS, Norbert. O processo civilizador. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.

GARFINKEL, Harold. Estudos de etnometodologia. Petrópolis: Vozes, 2018.

GLASER, Barney G.; STRAUSS, Anselm L. The discovery of grounded theory: strategies for qualitative research. New York: Aldine de Gruyter, 1967.

GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere: caderno 3 (XX): 1930: miscelânea. Rio de Janeiro: IGS-Brasil, 2024.

HARADA, Hermógenes. Ser e Manifestação. Revista Filosófica São Boaventura, Curitiba, v. 10, n. 1, p. 35-55, jan./jun. 2016.

HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Petrópolis: Vozes, 2002 [1927].

HEIDEGGER, Martin. O que é metafísica? In: HEIDEGGER, Martin. Marcas do caminho. Petrópolis: Vozes, 2008 [1929]. p. 113-133.

HEIDEGGER, Martin. Da experiência do pensar. Porto Alegre: Globo, 1969.

HUSSERL, Edmund Husserl. A ideia da fenomenologia. Lisboa: Edições 70, 2008 [1907].

IANNI, Octavio. A sociologia e o mundo moderno. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

KOSELLECK, Reinhart. Crítica e crise: uma contribuição à patogênese do mundo burguês. Rio de Janeiro: Contraponto: Eduerj, 1999.

MAUSS, Marcel. Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2003[1950].

MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

RAWLS, Anne Warfield. Os Estudos de etnometodologia de Garfinkel: uma investigação sobre os alicerces morais da vida pública moderna. Sociedade e Estado, Brasília, v. 33, n. 2, p. 443-464, maio/ago. 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s0102-699220183302008 . Acessado em: 02 de abril de 2026.

SHUBACK, Marcia Sá Cavalcante. Quando da palavra se faz silêncio. In: FOGEL, Gilvan; RUIN, Hans; CAVALCANTE, Marcia Sá (Org.). Por uma fenomenologia do silêncio. Rio de Janeiro: 7letras, 1996.

SCHUBACK, Marcia Sá Cavalcante. Para ler os medievais: ensaio de hermenêutica imaginativa. Petrópolis: Vozes, 2000.

SCHUBACK, Marcia Sá Cavalcante. Apresentação. In: HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Tradução de Marcia Sá Cavalcante Schuback. Petrópolis: Vozes, 2002. Partes I e II.

SCHÜTZ, Alfred. Fenomenologia e relações sociais. Rio de Janeiro: Zahar, 2012[1970].

SCOTT, Marvin B.; LYMAN, Stanford M. Accounts. Dilemas: Revista de Estudos de Conflito e Controle Social, v. 2, n. 2, p. 139-172, 2008.

STAROBINSKI, Jean. É possível definir o Ensaio? Remate de Males, Campinas-SP, v. 31, n. 1-2, p. 13-24, jan./dez. 2011.

THOMAS, William Isaac. Unadjusted girl: with cases and standpoint for behavior analysis. Nova York: Harper and Row, 1966 [1923].

WEBER, Max. A “objetividade” do conhecimento na ciência social e na ciência política. In: WEBER, Max. Metodologia das ciências sociais. São Paulo: Editora Unicamp, 2001 [1904]

WEBER, Max. A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

WEBER, Max. Conceitos sociológicos fundamentais. In: WEBER, Max. Economia e sociedade. Brasília: Editora da UnB, 2009.

WERNECK, Alexandre. A desculpa: as circunstâncias e a moral das relações sociais. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.

WRIGHT MILLS, Charles. Situated Actions and Vocabularies of Motive. American Sociological Review, v. 5, n. 6, p. 904-913, 1940.

Downloads

Publicado

06-05-2026