SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DAS PREFEITURAS PARAENSES SOB A ÓTICA DE SEUS GESTORES

Idelvira de Alencar Garcia Neta, Dalila do Nascimento Araujo, Lidiane Nazaré Da Silva Dias, Francivaldo dos Santos Albuquerque

Resumo


o presente artigo teve como objetivo analisar como se apresentam os sistemas de controle interno das prefeituras paraenses, sob a ótica dos seus gestores, no que concerne aos elementos elencados no COSO e na legislação brasileira que trata do tema. Esta pesquisa é do tipo exploratório-descritiva e tem como população as 144 prefeituras paraenses, a amostra restringiu-se a 99. Como estratégia para coleta de dados, aplicou-se um questionário aos Controladores Internos das prefeituras, que estavam no exercício de sua função até dezembro de 2016. Tal questionário foi associado à escala do tipo likert, dividido em 6 itens, sendo que 5 deles representam os componentes da estrutura do COSO (ambiente de controle, avaliação de riscos, atividades de controle, informação e comunicação, e atividades de monitoramento) e 1 referente ao compliance de normativos legais que regem o Sistema de Controle Interno brasileiro, obtendo-se 24,24% de respostas. A apreciação dos dados ocorreu por meio de estatística descritiva. Os resultados demonstraram que, dentre a amostra selecionada, 83,3% dos gestores de Controle Interno das prefeituras paraenses têm a percepção de que atendem de modo total ou quase totalmente aos normativos pertinentes ao Sistema de Controle Interno (compliance), e, no que concerne aos preceitos advindos do COSO, 56% dos mesmos possuem a percepção de que atendem totalmente ou quase totalmente ao item, permitindo concluir que, conforme a ótica da maioria dos gestores do Sistema de Controle Interno, as prefeituras paraenses atendem totalmente ou quase em totalidade as perspectivas elencadas no COSO e à legislação brasileira voltada ao tema.


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