FATORES DETERMINANTES DO SPREAD DE DEBENTURES NAS EMPRESAS DE INFRAESTRUTURA LISTADAS E NÃO LISTADAS NA B3

Victor Henrique Silva de Vasconcelos, Fabio Wilton Santos de Sousa, JAMILLE CARLA OLIVEIRA ARAUJO, PAULO VITOR SOUZA DE SOUZA

Resumo


Durante anos a emissão de debêntures era restrita a empresas de capital aberto.  No ano de 2009 por meio da Instrução CVM 476, a Comissão de Valores Mobiliários ampliou o acesso aos emissores de mercado de capitais, o qual contribuiu para que as empresas de capital fechado também pudessem emitir debêntures. E neste processo obter sua remuneração de investimentos, ou seja, spread. Desta forma este estudo tem como objetivo identificar quais fatores são determinantes na formação de spreads das emissões primarias de debêntures das empresas de infraestrutura listadas e não listadas na B3 nos anos de 2012-2016. Os fatores utilizados neste estudo foram: quantidade ações emitidas, debentures incentivadas, prazo ou maturidade, empresas listadas, banco mandatário e pôr fim a garantia.  A pesquisa foi constituída com uma amostra 408 debêntures analisados no período de 2012 a 2016. Para verificar a relação existentes dos spreads foram utilizados o método de regressão por múltiplos quadrados ordinários e com dados em painel, tanto com efeitos fixos, quanto efeitos aleatórios. Os resultados apontaram que os fatores determinantes dos spreads das debentures indexadas ao IPCA são: Quantidade emitida; Debentures Incentivada; Prazo; Empresa Listada; e a Garantia Quirografária e Real. E para os fatores determinantes dos spreads das debentures indexadas ao DI+TAXA são: Quantidade Emitida; Prazo; Banco Mandatário Bradesco; Garantia Real e Quirografária. Este estudo torna-se relevante por se utilizar de uma linha temporal extensa com um quantitativo considerável de empresas e também por utilizar variáveis ainda não utilizadas em estudos brasileiros.


Palavras-chave


Spread, Debêntures, Debêntures Incentivadas.

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DOI: https://doi.org/10.34629/ric.v13i3.19-44

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