QUANDO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E A AUDITORIA EVITAM O GERENCIAMENTO DE RESULTADOS? EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS PARA EMPRESAS BRASILEIRAS

Antonio Lopo Martinez

Resumo


Face aos escândalos contábeis ocorridos no mercado internacional houve uma crescente valorização das práticas de governança corporativa. Entre estas, destacam-se o fortalecimento do papel do Conselho de Administração e a reformulação dos serviços de Auditoria Independente. Este artigo investiga como as características do Conselho de Administração e dos Auditores Independentes estão correlacionadas com a propensão para a prática de gerenciamento de resultados no Brasil. Deseja-se testar se as boas práticas de governança corporativa minimizam earnings management. Para referência de boas práticas de governança corporativa observaram-se as sugestões constantes nas Cartilhas da CVM e do IBGC. Como proxy empírica para gerenciamento de resultados estimaram-se as acumulações discricionárias (discretionary accruals). A pesquisa teve como fonte de dados o sistema Economática e o Relatório sobre Conselhos de Administração da Spencer Stuart. Os resultados indicaram que a tolerância para earnings management pode ser explicada pelo perfil do Conselho de Administração. Adicionalmente, os testes indicaram uma maior permissividade das empresas de auditoria nacionais a prática de earnings management, do que seus pares de origem internacional.

Palavras-chave


Conselho de Administração, Auditoria Independente, Gerenciamento de Resultados, Governança Corporativa

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