Intermidialidade e cultura visual japonesa: a “cinematografia” do mangá
DOI:
https://doi.org/10.51359/2763-8693.2026.269620Palavras-chave:
intermidialidade, referências intermidiáticas, mangá, quadrinhos, cinemaResumo
Este artigo objetiva verificar como o mangá simula e reconfigura técnicas provenientes do cinema. Para tanto, apresento uma breve contextualização do mangá enquanto produto da cultura visual japonesa (Bouissou, 2010; Exner, 2022; Napier, 2005, 2011; Norris, 2009) e uma discussão sobre a noção de referências intermidiáticas (Clüver, 2012; Elleström, 2017; Rajewsky, 2010, 2012). Em seguida, busco explorar a “cinematografia” dos quadrinhos com base nos processos de enquadramento e montagem (Barbieri, 2017; Bordwell; Thompson, 2013; Groensteen, 2015; Ramos, 2009; Stein, 2015). Os resultados indicam que a simulação de técnicas cinematográficas fornece aos quadrinhos diferentes formas de articular as categorias de espaço e de tempo, possibilitando-lhes sugerir a ideia de movimento, além de controlar o ritmo de leitura criando assimetrias entre a duração das ações e a maneira como personagens e leitores as percebem.
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