O irreversível que infinitamente se reescreve: a força do documento-suplemento na filosofia de Jacques Derrida

Aline Magalhães Pinto

Resumo


Remeter à escrita e, em consequência, ao texto não significa abstrair-se numa “realidade” que só existe cerrada num “livro”. Na escrita derridiana, texto não se limita ao livro, ao discurso. Não se restringe à esfera semântica, representativa, simbólica, ideal ou ideológica. A textualidade implica todas as estruturas ditas “reais”, “econômicas”, “históricas”, “sócio-institucionais”, em suma, todos os referenciais possíveis. Não há um fora do texto, o que não quer dizer que todos os referenciais estão suspensos ou negados. Ou ainda que todos estejam legitimados numa espécie de “vale-tudo”. Quer dizer tão somente que todo referencial, todas as realidades, têm a estrutura de um traço diferencial, são textuais, e só nos podemos reportar a esse real numa experiência interpretativa que se dá, ou só assume sentido, num movimento diferencial. O texto é esse lugar que viaja entre as diferentes dimensões do vivido (DERRIDA, 2004, p. 79-80). [...]


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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.19134/eutomia-v1i15p29-47


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