A reconstrução da forma na tradução de poesia

Paulo Henriques Britto

Resumo


"Na pesquisa sobre tradução de poesia que venho desenvolvendo, tenho adotado como roteiro básico para a tradução de um poema as seguintes etapas:


i. identificar as características poeticamente significativas do texto poético;


ii. atribuir uma prioridade a cada característica, dependendo da maior ou menor contribuição por ela dada ao efeito estético total do poema;


iii. e recriar as características tidas como as mais significativas das que podem efetivamente ser recriadas — ou seja, tentar encontrar correspondências para elas (BRITTO, 2006).


Essas características formais parecem mais óbvias quando se pensa em poesia com forma fixa — soneto, oitava-rima, terça-rima, etc. Mas a tradução do verso livre também requer atenção à forma, uma tarefa que se torna ainda mais difícil por ser necessário, antes de mais nada, determinar qual é a forma, não sendo ela previamente dada. [...]"


Texto completo:

PDF

Referências


BRITTO, Paulo Henriques. “Correspondência formal e funcional em tradução poética”. In Souza, Marcelo Paiva de, et al. Sob o signo de Babel: literatura e poéticas da tradução. Vitória: PPGL/MEL / Flor&Cultura, 2006.

LIRA, José. “A invenção da rima na tradução de Emily Dickinson”. Cadernos de Tradução 6/2000, 77-103.

MATTOSO CAMARA. Estrutura da língua portuguesa. 3ª ed. Petrópolis: Vozes, 1972.

NÓBREGA, Humberto Mello. Rima e poesia. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1965.




DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i16p102-117

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




 

Qualis (CAPES): B1-LETRAS / LINGUÍSTICA; B1-EDUCAÇÃO; B1-FILOSOFIA/TEOLOGIA:subcomissão FILOSOFIA; B1-INTERDISCIPLINAR; B3-CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS; B3-HISTÓRIA; B3-PSICOLOGIA; B5-EDUCAÇÃO FÍSICA; B5-ODONTOLOGIA; B5-SERVIÇO SOCIAL; C-ARTES / MÚSICA

Diretórios:


Indexadores:

 

Directory of Open Access Journals


Associação de revistas acadêmicas latinoamericanas de humanidades e ciências sociais

Institucional