Modernistas brasileiros, leitores de Nietzsche

Tiago Hermano Breunig

Resumo


Desde os primeiros registros sobre Friedrich Nietzsche na imprensa brasileira e entre os integrantes da Escola do Recife, o autor se tornaria um referencial para a interpretação do Brasil e da cultura brasileira. Em oposição ao acento dado aqui a conceitos nietzschianos muitas vezes mal compreendidos, que confundiria, eventualmente, sua filosofia com o nazismo, culminando em proposições de eugenia racial, os modernistas brasileiros, propensos a repensar a arte e a cultura brasileira a partir de perspectivas e valores renovados, preservando, no entanto, uma relação particular com o passado, dialogariam frequentemente com suas ideias, reconfigurando sua leitura contra, por exemplo, as teorias raciais associadas a uma noção de progresso da humanidade em que a miscigenação representa biologicamente a aclimatação da civilização europeia no Brasil. Enquanto desdobramento do projeto de pesquisa Modernistas brasileiros, leitores de Nietzsche, o presente artigo apresenta resultados preliminares referentes ao modo como o Modernismo brasileiro se insere, em contraposição aos intelectuais tradicionais, na tradição das interpretações do Brasil por historiadores e intelectuais leitores de Nietzsche.

Palavras-chave


Modernismo brasileiro; Nietzsche; recepção

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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i24p335%20-%20345



 

Qualis (CAPES): B1 (Quadriênio 2013-2016)

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