Modernistas brasileiros, leitores de Nietzsche

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DOI:

https://doi.org/10.51359/1982-6850.2019.242699

Schlagworte:

modernismo brasileiro, Nietzsche, recepção

Abstract

Desde os primeiros registros sobre Friedrich Nietzsche na imprensa brasileira e entre os integrantes da Escola do Recife, o autor se tornaria um referencial para a interpretação do Brasil e da cultura brasileira. Em oposição ao acento dado aqui a conceitos nietzschianos muitas vezes mal compreendidos, que confundiria, eventualmente, sua filosofia com o nazismo, culminando em proposições de eugenia racial, os modernistas brasileiros, propensos a repensar a arte e a cultura brasileira a partir de perspectivas e valores renovados, preservando, no entanto, uma relação particular com o passado, dialogariam frequentemente com suas ideias, reconfigurando sua leitura contra, por exemplo, as teorias raciais associadas a uma noção de progresso da humanidade em que a miscigenação representa biologicamente a aclimatação da civilização europeia no Brasil. Enquanto desdobramento do projeto de pesquisa Modernistas brasileiros, leitores de Nietzsche, o presente artigo apresenta resultados preliminares referentes ao modo como o Modernismo brasileiro se insere, em contraposição aos intelectuais tradicionais, na tradição das interpretações do Brasil por historiadores e intelectuais leitores de Nietzsche.

Autor/innen-Biografie

Tiago Hermano Breunig, Universidade Federal de Pernambuco

Professor Adjunto do Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco

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Veröffentlicht

2019-12-25