ESCARAFUNCHANDO QUIXOTE: Indícios de sua biblioteca

Pedro Américo Farias

Resumo


O presente ensaio tem por objetivo contribuir com um dos caminhos de releitura (são inúmeros) do Dom Quixote de la Mancha. O foco recai sobre a leitura dos chamados “livros de cavalarias”, que o enfeitiçaram, enquanto leitor voraz do gênero, ao ponto de o levarem à loucura. Mas não se trata de uma avaliação do personagem Quixote, sob efeito de referida leitura, pois, com certeza, há muitas avaliações referentes ao caso. O interesse está na busca de compreensão da importância dessa literatura cavaleiresca, sob o aspecto da sua influência na mente dos leitores, especialmente daqueles que teriam um importante papel no processo de colonização e ocupação das Américas. O teor ideológico dessa literatura justifica a violência contra os gentios (mouros, indígenas), sob bênçãos dos reis e papas, ao mesmo tempo em que, para atrair adesões e mão de obra para as conquistas, estimulava a ilusão sobre a existência de ilhas misteriosas, minas de ouro e prata e outros mitos paradisíacos. Quanto ao leitor Quixote, este seria a tradução, por paródia, do mundo cavaleiresco, pelo gênio de Miguel de Cervantes. Uma autora e dois autores foram fundamentais na elaboração deste trabalho: Jerusa Pires Ferreira, Irving Leonard e Martín de Riquer.

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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i24p240%20-%20248



 

Qualis (CAPES): B1 (Quadriênio 2013-2016)

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