Escarafunchando Quixote: Indícios de sua biblioteca

Auteurs-es

  • Pedro Américo Farias

DOI :

https://doi.org/10.51359/1982-6850.2019.243805

Résumé

O presente ensaio tem por objetivo contribuir com um dos caminhos de releitura (são inúmeros) do Dom Quixote de la Mancha. O foco recai sobre a leitura dos chamados “livros de cavalarias”, que o enfeitiçaram, enquanto leitor voraz do gênero, ao ponto de o levarem à loucura. Mas não se trata de uma avaliação do personagem Quixote, sob efeito de referida leitura, pois, com certeza, há muitas avaliações referentes ao caso. O interesse está na busca de compreensão da importância dessa literatura cavaleiresca, sob o aspecto da sua influência na mente dos leitores, especialmente daqueles que teriam um importante papel no processo de colonização e ocupação das Américas. O teor ideológico dessa literatura justifica a violência contra os gentios (mouros, indígenas), sob bênçãos dos reis e papas, ao mesmo tempo em que, para atrair adesões e mão de obra para as conquistas, estimulava a ilusão sobre a existência de ilhas misteriosas, minas de ouro e prata e outros mitos paradisíacos. Quanto ao leitor Quixote, este seria a tradução, por paródia, do mundo cavaleiresco, pelo gênio de Miguel de Cervantes. Uma autora e dois autores foram fundamentais na elaboração deste trabalho: Jerusa Pires Ferreira, Irving Leonard e Martín de Riquer. 

Biographie de l'auteur-e

Pedro Américo Farias

Pedro Américo de Farias -Nascido em Ouricuri –PE. Escreve e diz poesia, ensaia prosa crítica e ficcional. Licenciado em Letras, trabalha com palestras e oficinas literárias, em especial de Leitura em voz alta de poesia. Exerceu atividades de gestão cultural na Fundação de Cultura Cidade do Recife (1986 –2014), onde desenvolveu inúmeros projetos, entre os quais o A Letra e a Voz, e integrou o Conselho Editorial da Cepe –Companhia Editora de Pernambuco (2011 –2015). Mora em São João del Rei –MG. 

Références

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Publié-e

2019-12-25