Schlegel Pós-estruturalista, Foucault romântico
DOI:
https://doi.org/10.51359/1982-6850.2019.242056Schlagworte:
Friedrich Schlegel, Michel Foucault, inacabamento, sujeitoAbstract
Resumo: Este artigo propõe uma análise comparativa das concepções de literatura presentes nas obras de Friedrich Schlegel e Foucault, apontando-se possíveis aproximações, relativas desde a insistência de problemas até o método filosófico. Assim, o questionamento “o que é a literatura”, presente já no primeiro romantismo alemão, serve como ponto de partida para se pensar na visão dos dois autores, uma vez que a pergunta se relaciona à ideia de inacabamento do literário, como conceito em constante construção. Nesse sentido, a proposição schlegeliana de ironia romântica, que prevê o movimento por meio do qual a literatura se voltaria sobre si mesma, encontra ressonâncias na abordagem foucaultiana, entendendo-se que a questão mencionada não é resultado exclusivo da reflexão do crítico ou do filósofo, mas que é aberta no interior da própria literatura. Observando-se pontos limite de ambos os pensadores, intenta-se ainda demonstrar que essas reflexões se ligam à problematização do sujeito enquanto aquele que tem o controle soberano sobre a linguagem e sobre os saberes.
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