Perfil de sujeitos-gagos que participam de comunidades virtuais como apoio social
Abstract
Resumo: A gagueira é tema polêmico e controvertido. Existem vários estudiosos empenhados em desvendar esse enigma. No entanto, sentimos falta de pesquisas que contemplem a linguagem, incluindo assim, o sujeito, já que linguagem e sujeito se constituem mutuamente. Sendo assim, procuramos investigar qual o perfil dos sujeitos-gagos que utilizam comunidades virtuais e descrever as estratégias discursivas e não-discursivas que servem como apoio para o alcance de uma possível fluência, nesse veículo de interação utilizado pelos sujeitos em estudo. Realizamos uma entrevista semi-estruturada, que foi enviada por meio de e-mails para dez participantes que fazem parte de comunidades virtuais. Os dados foram obtidos através de pesquisa qualitativa e os resultados foram analisados e discutidos à luz da Análise do Discurso de linha francesa. Percebemos que muitos sujeitos gagos procuram na Internet apoio social.
Palavras-chave: Gagueira, Discurso, Internet.
Abstract: Since stuttering always a controversial topic and controversial, several academics involved in unraveling this puzzle. However, we lack of research that address the language, thus excluding the subject, since language and subject constitute each other. Therefore, we investigate how the profile of subjects stutterers using virtual communities and describe the discursive strategies and non-discursive that serve as support for the achievement of fluency in a possible vehicle of interaction used by subjects in the study. Conducted a semistructured interview that was sent through e-mails to ten participants who belong to these virtual communities. Data were obtained through a qualitative research and the results were analyzed and discussed in light of discourse analysis of the French line. We realize that many individuals seek stutterers Internet as social support in seeking assistance with their disorder.
Keywords: Stuttering, Discourse, Internet.
References
ANDRADE, C.R.F. Programa fonoaudiológico de avaliação das gagueiras Infantis. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, ano 2, Suplemento 1, p.61-66, nov. 1998.
AZEVEDO, N.P. da S. G.de. Uma Análise discursiva da gagueira: trajetórias de silenciamento e alienação na língua. 126 f. Dissertação (Mestrado) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP. Curso de Mestrado em Fonoaudiologia, 2000a.
______. Gagueira: a estrutura da língua desestruturando o discurso. Revista SymposiuM, Ano 4 - Número especial, novembro, 2000b.
______. A gagueira sob a perspectiva lingüístico-discursiva: um olhar sobre a terapia. Tese de doutorado (doutorado em Letras e Lingüística). UFPB - PB, 2006.
BAKTHIN. M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes; 1997. BARBOSA, L.M.G.; CHIARI, B.M. Gagueira: etiologia, prevenção e tratamento. Carapicuíba, SP: Pró-Fono, 1998.
BENVENISTE, E. – Problemas de linguística geral I. Pontes Editores, Campinas, 1988.
BOHNEN, Anelise J. “Fazendo terapia para crianças que gaguejam e orientando suas famílias”, in: RIBEIRO, Ignês M. (org). Conhecimentos essenciais para atender bem a pessoa com gagueira. São José dos Campos, SP: Pulso Editorial, 2003.
EMERICK, L. L. ; HAYNES, W.O Diagnosis and evaluation in speech pathology. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice-Hall Inc., 1986.
FERRIOLLI, B.H.V.M. A Análise de discurso como proposta clínica fonoaudiológica nos casos de disfluência da fala. Relato de um caso. In: MEIRA, I. Tratando Gagueira: diferentes abordagens. São Paulo: Cortez, 2002; p.79-90.
FRANCOIS, F. Práticas do oral: Diálogo, jogo e variacões das figuras do sentido frederic francois ; trad. de lelia erbolato melo. 1. ed. Carapicuiba, (sp): Pró-Fono, 1996. 235 p.
FRIEDMAN, S. Gagueira: origem e tratamento. São Paulo, Summus, 1986. 143 p.
______ . A construção do personagem bom falante. São Paulo: Summus, 1994.
______. O caso de Amadeu. In FRIEDMAN & CUNHA. Gagueira e Subjetividade: possibilidades de tratamento. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001.
IRWIN, A. Gagueira: uma ajuda prática em qualquer idade. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
JOHNSON, W. The onset of stuttering. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1959.
MEIRA, M.I.M. Gagueira: do Fato para o Fenômeno. São Paulo, Cortez, 1998. 144 p.
MILLAN, B. A clínica fonoaudiológica: análise de um universo clínico. São Paulo: EDUC,1993.
ORLANDI, E. A linguagem e seu funcionamento: as formas do discurso. Campinas, SP: Pontes, 1987.
______. As formas do silêncio: no movimento dos sentidos. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1993.
______. Análise de Discurso: princípios e procedimentos. Campinas, SP: Pontes, 2000.
SCARPA, E.M. Sobre o sujeito fluente. Cad. de Estudos Lingüísticos, Campinas, v.29, p.163-184, Jul./Dez., 1995.
SOUZA, L. A. de P. Da gagueira: entre o medo e o desejo. In. FRIEDMAN, S. e CUNHA, M.C (orgs). Gagueira e Subjetividade: Possibilidades de tratamento. Porto Alegre: Artmed Editora p. 105-13, 2001.
TASSINARI, M.I. Do sintoma ao sujeito: contribuições da Psicanálise para o atendimento de um paciente gago. In: FRIEDMAN, S.; CUNHA, M.C. (Orgs) Gagueira e subjetividade: possibilidades de tratamento. São Paulo: Artmed, 2001, p. 77-94.
VAN RIPER, C. Speech Correction: principles and methods. 5 ed., Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice-Hall, 1972.
______. The nature of stuttering. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice-Hall, 1982. VAN RIPER, C. e EMERICK, L. (1997) Correção de Linguagem: uma introdução à patologia da fala e à audiologia. Trad. de Marcos A. G. Domingues. 8ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas. P. 260-313.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição- 4.0 Internacional (CC BY 4.0).
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Os conteúdos da Revista Eutomia estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e desenvolvam o material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
Authors who publish with this journal agree to the following terms:
a. Authors retain copyright and grant the journal right of first publication with the work simultaneously licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY- 4.0) License.
b. Authors are able to enter into separate, additional contractual arrangements for the non- exclusive distribution of the journal's published version of the work (e.g., post it to an institutional repository or publish it in a book), with an acknowledgement of its initial publication in this journal.
c. Revista Eutomia’s contents are licensed under a Creative Commons Attribution-4.0 International (CC BY 4.0) License. This license allows reusers to distribute, remix, adapt, and build upon the material in any medium or format, so long as attribution is given to the creator. The license allows for commercial use.
Licença Creative Commons 4.0 by.








