Proposta de uma leitura trinitária da teoria antropológica da linguagem de Émile Benveniste
DOI:
https://doi.org/10.51359/1982-6850.2023.259017Palabras clave:
Benveniste, teoria antropológica da linguagem, axioma trinitário, ciência linguísticaResumen
Este texto objetiva apresentar uma proposta inicial de leitura segundo a qual a teoria antropológica da linguagem de Émile Benveniste é operacionalizada a partir de um axioma trinitário de ciência. Partimos de Dufour (2000), que aponta essa leitura no que diz respeito à discussão de Benveniste sobre o sistema pronominal. Contudo, sob a formulação axiomática “o homem está na linguagem, na língua e nas línguas”, estendemos essa leitura aos modos semiótico e semântico, articulados por meio de uma terceira propriedade, a sintagmática. Essa propriedade, no modo semântico, exige que as palavras sejam reunidas na frase de forma consecutiva e não de outra. Percebemos, ainda, o axioma trinitário na teoria da linguagem de Benveniste quando da função mediadora da língua nas relações homem-homem, homem-mundo e espírito-coisas, assim como por meio da tríade considerada por Flores (2022) como a pedra angular da teoria da linguagem benvenistiana: o homem, a linguagem e a significância da língua. Com base em uma pesquisa bibliográfica e intrateórica referente à teoria da linguagem de Benveniste oriunda dos Problemas de Linguística Geral I e II, concluímos que o axioma trinitário de ciência está presente nessa teoria – a qual ultrapassa o campo da linguística – e situa o estudioso no ramo das ciências do homem. Essa teoria tem o homem que fala uma língua natural implicada no trinitário como seu operador, já que é no e pelo trinitário que os homens se formam como sujeitos falantes e formam sociedades.
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