“O mais antigo gênero de ficção que se conhece”: Conto do vigário (Rio de Janeiro, 1885-1895)

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DOI :

https://doi.org/10.51359/1982-6850.2024.265436

Mots-clés :

Conto do Vigário, Rio de Janeiro, dinheiro, crença

Résumé

Este ensaio examina o conto do vigário a partir de uma crônica de Machado de Assis publicada em 1895, na série “A Semana” da Gazeta de Notícias. O objetivo é analisar essa forma de trapaça para compreender seus simbolismos, especialmente nas relações de confiança e na economia monetária do Rio de Janeiro na transição do século XIX para o XX. A abordagem combina história social e antropologia, interpretando o conto do vigário como um ritual que reflete as ansiedades e transformações sociais do período. Por meio de uma leitura atenta da crônica e de outras fontes literárias e jornalísticas, argumenta-se que essas narrativas permitem acessar as ficções do dinheiro e das formas de trapaça, oferecendo uma chave para entender a cultura e as tensões impostas pela modernização e pela hegemonia do capital financeiro no início do período republicano.

Biographie de l'auteur-e

Amanda Corrêa Tortato, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Doutoranda em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Puc-Rio), Mestra em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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Publié-e

2025-02-19