O Clarimundo: uma "figura metaphorica" composta por João de Barros
Abstract
No presente artigo, buscamos interpretar um juízo do conhecido historiador português quinhentista João de Barros, mencionado no prólogo da Primeira Década de Ásia, acerca da sua narrativa de juventude: “uma pintura metafórica de exércitos e vitorias humanas, nessa figura racional do Emperador Clarimundo”. Com esses termos, Barros alude à Prymeira parte da cronica do emperador Clarimundo, donde os Reys de Portugal descendem, considerada primeira narrativa de cavalaria quinhentista portuguesa, publicada por Germão de Galharde em 1522. Buscamos realizar nossa interpretação segundo as categorias verossímeis à época de composição do texto, valendo-nos, portanto, de noções retóricas, poéticas e de filosofia moral praticados no tempo.
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