O Clarimundo: uma "figura metaphorica" composta por João de Barros

Autori

  • Flávio Antônio Fernandes Reis Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

Abstract

No presente artigo, buscamos interpretar um juízo do conhecido historiador português quinhentista João de Barros, mencionado no prólogo da Primeira Década de Ásia, acerca da sua narrativa de juventude: “uma pintura metafórica de exércitos e vitorias humanas, nessa figura racional do Emperador Clarimundo”. Com esses termos, Barros alude à Prymeira parte da cronica do emperador Clarimundo, donde os Reys de Portugal descendem, considerada primeira narrativa de cavalaria quinhentista portuguesa, publicada por Germão de Galharde em 1522. Buscamos realizar nossa interpretação segundo as categorias verossímeis à época de composição do texto, valendo-nos, portanto, de noções retóricas, poéticas e de filosofia moral praticados no tempo.

Biografia autore

Flávio Antônio Fernandes Reis, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

Doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo, Flávio Antônio Fernandes Reis é docente do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), em Vitória da Conquista, Bahia. Dedica-se ao estudos das letras portuguesas até o século XVII, sobretudo às narrativas de cavaleiros e às obras de filosofia moral. Publicou, pela Editora Humanitas, da Universidade de São Paulo, um estudo intitulado “O Sonho de Scipião: acerca da recepção de Cícero no Portugal Quinhentista”.

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Pubblicato

2014-01-21

Fascicolo

Sezione

Literatura