Body (Text) Art: literatura, corpo e sexualidade
DOI:
https://doi.org/10.51359/1982-6850.2019.243801Palavras-chave:
teatro, drama, gênero literário, gênero, sexualidadeResumo
Este ensaio se debruça sobre o projeto dramatúrgico Body Art, do pernambucano radicado em São Paulo, Newton Moreno. Na análise desse projeto, fomos constatando que a subversão à ordem heteronormativa está posta em cena paralelamente a outro tipo de subversão, a que diz respeito à linguagem e ao gênero textual, ou seja, ao corpo do texto. O projeto Body Art borra as fronteiras dos gêneros textuais, performatiza a linguagem, subvertendo a lei do drama e propondo uma leitura da obra de arte a partir de novas formas e de novos parâmetros que vão além dos meramente dramáticos.
Referências
BARBOSA, Ana Mae; NUNES, Lilian do Amaral. Interterritorialidade: mídias, contextos e educação. São Paulo: Editora Senac São Paulo.
BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
BRONCKART, Jean-Paul. Atividade de linguagem, textos e discursos–por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: EDUC, 1999.
BUTLER, Judith. Problemas de gênero. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
BUTLER, Judith. Cuerpos que importan: sobre los limites materiales y discursivos del “sexo”.Buenos Aires: Paidós,2008.
COSTA FILHO, José da. Teatro Contemporâneo: Presença Dividida e Sentido em Deriva.Sala Preta, Revista do Departamento de Artes Cênicas da ECA/USP. n. 4. São Paulo, 2005.
COSTA FILHO, José da. Teatro Contemporaneo no Brasil: criações partilhadas e presença diferida.Rio de Janeiro: 7Letras, 2009.
FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas. 8a. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
FOUCAULT, Michel. O corpo utópico, as heterotopias. Posfácio de Daniel Defert. São Paulo: n-1edições, 2013.
GENETTE, Gerard. Introduction à l’architext. Paris: Les Éditions du Seuil, 1979.GLUSBERG, Jorge. A arte da performance. 2a. ed. São Paulo: Perspectiva, 2009.
LEITÃO, Débora Krischke. O Corpo Ilustrado: um estudo antropológico sobre usos e significados da tatuagem contemporânea. Dissertação de Mestrado.Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: 2002.
LUCCHESI, Ivo. Os Gêneros Literários e a Genealogia do Poder. Revista FIVA. v. 2(2). Rio de Janeiro, jul-dez 1992. p. 13-19.
MAINGUENEAU, Dominique. O contexto da obra literária. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
MANGUINHO, Julyana Vilar de França. Gênero, Corpo e Tatuagem[http://www.fazendogenero.ufsc.br/9/resources/anais/1278193511_ARQUIVO_texto-fazendogenero.pdf, consultado em 19/07/207].
MORENO, Newton. Agreste; Body art; A refeição. São Paulo: Aliança Francesa: Consulado da França em São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2008.
NUNES, Benedito. Literatura e Filosofia –(Grandesertão: veredas). LIMA, Luiz Costa.Teoria da literatura em suas fontes. V1. 2a. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983.
OSÓRIO, Andréa. O gênero da tatuagem: Continuidades e novos usos relativos à prática na cidade do Rio de Janeiro. Tese (Doutorado em Antropologia) Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Federal doRio de Janeiro. Rio de Janeiro:2006.
PRECIADO, Paul B. Manifesto contrassexual –Praticas subversivas de identidade sexual. São Paulo: n-1 edições, 2017.
PRECIADO, Paul B. Transfeminismo. Série Pandemia. São Paulo: n-1 edições, 2018a.
PRECIADO, Paul B. Testo junkie–Sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica. São Paulo: n-1 edições, 2018b.
RYNGAERT, Jean-Pierre. Introdução à análise do teatro. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
RYNGAERT, Jean-Pierre. Ler o teatro contemporâneo. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
SALIH, Sara. Judith Butler e a teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012.
SIQUEIRA, Elton Bruno Soares de. A crise da masculinidade nas dramaturgias de Nelson Rodrigues, Plínio Marcos e Newton Moreno. Tese (Doutorado em Teoria da Literatura). Programa de Pós-Graduação em Letras, Universidade Federal de Pernambuco. Recife:2007.
SZONDI, Peter. Teoria do drama moderno (1880-1950). São Paulo: Cosac & Naify, 2001.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2019 Eutomia

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição- 4.0 Internacional (CC BY 4.0).
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Os conteúdos da Revista Eutomia estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e desenvolvam o material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
Authors who publish with this journal agree to the following terms:
a. Authors retain copyright and grant the journal right of first publication with the work simultaneously licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY- 4.0) License.
b. Authors are able to enter into separate, additional contractual arrangements for the non- exclusive distribution of the journal's published version of the work (e.g., post it to an institutional repository or publish it in a book), with an acknowledgement of its initial publication in this journal.
c. Revista Eutomia’s contents are licensed under a Creative Commons Attribution-4.0 International (CC BY 4.0) License. This license allows reusers to distribute, remix, adapt, and build upon the material in any medium or format, so long as attribution is given to the creator. The license allows for commercial use.
Licença Creative Commons 4.0 by.








